Robin Williams é encontrado morto

A suspeita é de que o comediante tenha cometido suicídio

Reuters

11 de agosto de 2014 | 20h05

 

 

O comediante Robin Williams foi encontrado morto nesta segunda em sua casa, no norte da Califórnia. Segundo autoridades locais, o ator, que tinha 63 anos, aparentemente se suicidou. Apesar de a causa da morte estar sob investigação, a suspeita é de asfixia. “Esta manhã eu perdi meu marido e meu melhor amigo, enquanto o mundo perdeu um de seus mais amados artistas e um belo ser humano. Meu coração está absolutamente partido”, disse a mulher de Williams, Susan Schneider.

O também comediante Steve Martin postou, em seu Twitter: “Eu não poderia estar mais atordoado com a perda de Robin Williams. Íntegro, um grande talento, parceiro de cena, alma genuína”. Pelo Twitter, a Casa Branca divulgou o pronunciamento do presidente Barack Obama: “Ele chegou em nossas vidas como um alien – mas acabou tocando cada elemento do espírito humano”, disse, em referência ao personagem Mork, da série Mork & Mindy, que o deixou famoso no fim dos anos 1970.

Segundo a empresária do ator, Mara Buxbaum, ele sofria de uma depressão severa. Tendo lutado contra um vício no passado, Williams entrou em um centro de reabilitação no último mês para tentar se manter sóbrio. Fontes próximas ao ator disseram que ele não estava usando drogas ou álcool, mas estava frequentando o centro para “aperfeiçoar e focar” sua sobriedade após trabalhar em um cronograma maior do que o normal.

Autoridades locais disseram ter recebido uma ligação de emergência por volta do meio-dia (horário local) de ontem dizendo que Williams estava inconsciente em sua casa e não respirava.

Williams conquistou as telonas em filmes como Bom Dia, Vietnã (1987) e Uma Babá Quase Perfeita (1993). No entanto, foi um drama que rendeu a ele o Oscar de melhor ator coadjuvante: em Gênio Indomável (1997), ele interpretou o terapeuta Sean Maguire.

Em 2011, quando lançou o filme Happy Feet: O Pinguim 2, ele falou sobre a cirurgia no coração à qual se submeteu em 2009. “A operação foi há dois anos e continuo bem. Não senti medo, pelo menos uma vez tomei a decisão certa”, disse à agência EFE. Recuperado da recaída que teve em 2006 à dependência alcoólica – na época, o ator não bebia havia 20 anos – Williams disse ter a sorte de estar vivo.

Na época do lançamento da animação, ele deu entrevista ao Estado. Quando perguntado sobre seu bom humor disse: “Não, não sou sempre assim e é estranho, porque as pessoas esperam que eu seja. Uma vez, uma senhora me cutucou no aeroporto e me pediu para fazer algo engraçado. É como passar por Baryshnikov e gritar: ‘Dance, seu desgraçado’. Não funciona assim. Uma noite eu estava lendo para minha filha, ela tinha três anos. Eu estava todo animado e ela me cortou, dizendo: ‘Pai, não faça vozes. Só leia a história’”.

Em 2009, o ator apresentou o espetáculo de stand-up Armas de Destruição de Massa. Na ocasião, ele abordava temas pessoais, incluindo o alcoolismo. Ainda em entrevista ao Estado, disse que o palco foi terapêutico por tê-lo ajudado a falar de momentos difíceis, como a cirurgia no coração. Ativo no Facebook, sua última postagem data de 30 de julho. Sob o texto “Primeiro olhar sobre Uma Noite no Museu 3. Espero que gostem”, ele postou um trailer do filme que gravou com atores como Rebel Wilson, Own Wilson, Steve Coogan e Ricky Gervais. O filme deve ser lançado em dezembro.

 

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