Ripstein leva o ouro de San Sebastián

O filme La Perdición de los Hombres (A Perdição dos homens), do cineasta mexicano Arturo Ripstein foi premiado neste sábado por unanimidade pelos jurados com a Concha de Ouro, o prêmio máximo do Festival de Cinema de San Sebastián. Esta é a segunda vez que Ripstein o recebe. Em 1993, ele também foi o ganhador, com Principio y Fin. La Perdición de los Hombres recebeu, ainda, o prêmio de melhor roteiro, escrito por Paz Alicia Garciadiego, esposa e colaboradora habitual de Ripstein."É uma grande emoção, me agradou muitíssimo ter sido escolhido", disse ele a uma emissora de rádio mexicana Radio Red, ao conhecer o resultado do festival. "Sou inevitavelmente do México, todas minha coisas estão aí, minhas tripas, meu coração. Então, o México está inevitavelmente em minhas coisas". Em discurso, ele dedicou o prêmio à equipe e à mulher, companheira de vida e trabalho.Rodado em preto-e-branco, o filme é uma comédia de humor negro sobre a vida rural no México e conta sobre a briga de duas mulheres pelo cadáver de um homem. Ripstein afirmou que o filme não lembra nenhum outro, mas reconheceu que "no momento da filmagem" lhe veio à cabeça A Idade de Ouro, de Buñuel, um cineasta que "sempre sobrevoa" sua obra. Arturo Ripstein nasceu na Cidade do México em 1943, dirigiu mais de 30 longas-metragens, foi assistente de direção de Luis Buñuel em Anjo Exterminador, entre outros, e é considerado um dos melhores cineastas mexicanos. Ele assina a direção do elogiadíssimo El Coronel no tiene quien le escriba (1999), baseado no romance de Gabriel García Márques Ninguém Escreve ao Coronel.Outros prêmios - O júri internacional desta 48.ª edição do evento, presidido pelo cineasta britânico Stephen Frears, concedeu a Concha de Prata ao iraniano Reza Parsa, por Después de la Tormenta. Os prêmios de melhor atriz e melhor ator ficaram com a espanhola Carman Maura, por sua interpretação no filme La Comunidad, de Alex de la Iglesia, e com o peruano Gianfranco Brero, por seu papel no filme Tinta Roja, dirigido por seu conterrâneo Francisco Lombardi. O prêmio especial do júri ficou com o francês Nicolás Klotz por Paria, um filme dedicado aos marginalizados na sociedade moderna, o de melhor fotografía a Nicola Pecorini, por Las Flores de Harrison. O americano Robert de Niro e o britânico Michael Caine dividiram o prêmio pelo desempenho de suas carreiras.O júri foi composto por Stephen Frears (Grã Bretanha), Jorge Arriagada (Chile), Andréa Ferreol (França), Jim McBride (Estados Unidos), Angela Molina (Espanha) Juan Ruiz-Anchía (Espanha) Stéphane Tchal Gadjieff (França).

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