Riofilme vai patrocinar Festival do Rio

O ator José Wilker assumiu a presidência da Riofilme, distribuidora de cinema da prefeitura do Rio, há um mês, cheio de novidades. A maior é o patrocínio ao Festival do Rio, no vácuo da BR-Distribuidora, que tirou seu nome do evento e R$ 3,7 milhões do total de R$ 6,1 milhões que financiava. A Riofilme entra com R$ 3 milhões e estende as mostras a salas da periferia da cidade. "A prefeitura não cobre as despesas, mas viabiliza o festival no formato previsto", comemorou a diretora-executiva do Festival, Walquíria Barbosa. "Precisamos buscar outros financiamentos, mas nenhum projeto será cancelado."O anúncio ocorreu ontem de manhã, no Cine Odeon, onde o secretário Municipal de Cultura, Ricardo Macieiras, oficializou a posse de Wilker, numa reunião com profissionais de cinema. A outra grande notícia é o investimento da Riofilme em novas salas de cinema e a criação de um canal fechado para exibir a produção, no prazo de um ano. "Conseguimos aumentar o número de filmes, mas é preciso exibi-los", reconheceu Wilker. O secretário lembrou que o investimento se concentrará nas zonas norte e oeste, onde praticamente não há cinemas. "A maioria deles foi construída nos anos 50 e fechada nos anos 70", lembrou Macieira, que é arquiteto. "Criaremos cinco projetos-pilotos nos bairros mais carentes e exibiremos lá nossa produção."Wilker lembrou que, a partir de agora, a Riofilme tem mobilidade para estabelecer parcerias com outras distribuidoras, inclusive as multinacionais. "Isso não acontecia antes, por impedimento legal. Agora podemos dividir os custos de lançamento e investir esse excedente em outros projetos", lembrou Wilker. Outro plano dele é construir uma Cidade do Cinema, na zona portuária da cidade, concentrando estúdios de filmagem, finalização e restauração, a discussão e o aprendizado de todas as etapas do cinema.A distribuição, no entanto, não será abandonada. Wilker anunciou o lançamento de oito novos títulos de cinema ainda este ano e os DVDs dos filmes Terra em Transe e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, ambos de Glauber Rocha, continuando o projeto do antecessor de Wilker, Arnaldo Carrilho."Todos os compromissos assumidos serão reavaliados e, dentro do possível, mantidos", prometeu Wilker.

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