Rio abre edital para apoiar roteiros de cinema

O Procine, programa de apoio e fomento à indústria cinematográfica da Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, abre, nesta segunda-feira, inscrições para sua seletiva de roteiros. Até sexta-feira, os interessados poderão enviar seus projetos de longa-metragem. Serão aceitas versões do texto final ou argumentos em fase de desenvolvimento. O resultado será divulgado em no máximo um mês. Os 30 trabalhos selecionados irão receber, cada um, R$ 20 mil.Segundo, José Carlos Avelar, diretor do Procine, o edital tem como objetivo o apoio à realização dos roteiros. ?Por isso, pode-se entregar qualquer versão que não seja a definitiva, ou seja, que não esteja pronta para a filmagem?, explica. ?No entanto, os argumentos devem ter, no mínimo, entre 15 e 20 laudas, o que é suficiente para o escritor especificar sua idéia de filme, e como pretende realizá-lo?. Para concorrer, o inscrito tem de ser morador do Estado do Rio de Janeiro. Esse é o primeiro de cinco editais que o Procine, programa criado pelo governo fluminense em julho deste ano, publicará até o final de 2001. O próximo é o de apoio à produção a longas-metragens, que ofertará R$ 500 mil aos dez projetos selecionados. Também serão contemplados dez projetos de documentário (R$ 250 mil cada um), dez de distribuição, e quatro de criação ou recuperação de salas de cinema. Fomento - ?Além desses concursos públicos, promovemos exibições seguidas de debates, eventos para formação de público no interior do Estado e a produção de curtas-metragens?, exalta Avelar. O diretor conta que o Procine foi criado a partir de parceria entre a Secretaria de Cultura e o Fundes (Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social) e que tem como orçamento, para as ações deste ano, R$ 12 milhões. No entanto, dos projetos de patrocínio, apenas o de roteiro resulta em despesa para os cofres públicos. Os outros editais apenas oferecem empréstimos a juros reduzidos. ?Há também uma redução automática da dívida no momento em que o filme começar a ter sua vida comercial?, revela o diretor, que define o programa como ?um banco voltado para o fomento da indústria cinematográfica?.Ancine - Avelar não crê que os projetos da secretaria do Rio de Janeiro sejam conflitantes com as novas medidas que regulamentam a indústria cinematográfica nacional e que entraram em vigor após a assinatura da MP do Cinema pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele a vê com ?excelentes olhos?. ?Esse projeto vai permitir uma organização do mercado que vai beneficiar a todo mundo?, analisa. Ele ressalta que os programas de incentivo à indústria, sejam eles em nível municipal, estadual ou federal, são complementares. ?Não existe nenhum projeto de fomento no Brasil que se destine a cobrir uma produção na integra, por isso a união de foças é necessária?, avalia. Para ilustrar sua forma de pensar, Avelar diz que os projetos que se servem do apoio da iniciativa privada por meio das leis de incentivo, podem completar seu orçamento por meio dos programas públicos. O processo inverso também ocorre. ?O importante é que o sistema de apoio à produção no Brasil não está baseando num único ponto?, defende. E isso, segundo o diretor, faz do cinema nacional um produto diversificado.

Agencia Estado,

21 de setembro de 2001 | 18h40

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