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Ridley Scott retorna a 'Alien' para contar a origem do monstro extraterrestre

Diretor Ridley Scott tenta misturar a carga mais filosófica sobre os mistérios da criação com um bocado de ação e terror, nos moldes da produção de 1979

Mariane Morisawa, Especial para o Estado

10 de maio de 2017 | 06h00

LONDRES - Depois de dirigir Alien – O Oitavo Passageiro (1979), que revolucionou os gêneros terror e ficção científica e ofereceu ao mundo uma de suas grandes heroínas, Ellen Ripley (Sigourney Weaver), o cineasta Ridley Scott se afastou da saga, que teve filmes subsequentes assinados por James Cameron (Aliens, o Resgate, 1986), David Fincher (Alien 3, 1992) e Jean-Pierre Jeunet (Alien – A Ressurreição, 1997). 

Scott, porém, ficou frustrado com o andamento da série, que, em sua opinião, deixou de responder a questões básicas, como “quem criou esses monstros?”. Em 2012, retornou a esse universo com Prometheus, o início de uma nova jornada, que se passa algumas décadas antes do longa-metragem original. Mas a verdade é que pouca gente entendeu. 

Com Alien: Covenant, que estreia no Brasil nesta quinta-feira, 11 – mas que terá pré-estreia nesta quarta, 10, assim como o original, Alien – O Oitavo Passageiro –, Ridley Scott tenta misturar a carga mais filosófica sobre os mistérios da criação com um bocado de ação e terror, nos moldes da produção de 1979. “Prometheus foi um começo”, explicou o cineasta em entrevista ao Estado, em Londres. “Mas nisso descobrimos um grande novo personagem, um ser com inteligência artificial, que, se você preferir, é um predecessor de Ash (interpretado por Ian Holm), de Alien – O Oitavo Passageiro.”

O personagem em questão é David, o androide misterioso e cheio de intenções maldosas, interpretado por Michael Fassbender. David reaparece aqui, discutindo a criação com seu criador, o empresário Peter Weyland (Guy Pearce). Mas a ação se passa dez anos depois daquelas de Prometheus, e Fassbender faz também Walter, um robô com características menos humanas que as do modelo predecessor. 

Walter é o responsável pela nave Covenant, cuja tripulação e passageiros – 2 mil colonos a caminho do novo planeta Origae-6 – estão em hibernação para aguentar a longa viagem. Um incidente força Walter a acordar a tripulação, mas, por causa de uma falha mecânica, o capitão Daniels (James Franco) morre dentro de sua câmara de crio-sono. A nave fica então sob a direção do religioso Oram (Billy Crudup). 

Ele resolve checar um sinal emitido de um corpo celeste mais próximo, sob objeção da segunda no comando, Daniels (Katherine Waterston), que, como o nome indica, é mulher do capitão morto. Obviamente que essa não é uma boa ideia, e os tripulantes saem a explorar o planeta de vegetação exuberante sem capacetes, por exemplo.

Não demora para terem um contato não desejado com figuras conhecidas, monstros cheios de dentes ou com tentáculos que agarram o rosto de humanos. Quem pega em armas e vira heroína, mais uma vez, é uma mulher. “Não pensei muito nas comparações com Sigourney Weaver”, disse Waterston, que fez Tina em Animais Fantásticos e Onde Habitam e é filha do ator Sam Waterston (no ar na Netflix com Grace and Frankie). “Fiquei honrada de seguir seus passos, mas tentei não me comparar para não ficar apavorada.” 

Alien: Covenant dá um passo largo para a ligação da série iniciada com Prometheus da original, começada em 1979. Mas Ridley Scott, que completa 80 anos em novembro e continua rodando em média um filme por ano e produzindo em ritmo frenético (inclusive o novo Blade Runner 2049), planeja juntar as duas séries com mais duas produções, pelo menos. 

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