LUCIANA PREZIA/ESTADÃO – 17/5/2017
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Ricardo Rihan assume Audiovisual e diretores contestam decisão de Bolsonaro sobre Ancine

Presidente da Academia Nacional de Cinema, Jorge Peregrino, afirmou que falta esclarecimento sobre o setor

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2019 | 21h40

A nomeação de Ricardo Rihan para secretário de Audiovisual do Ministério da Cidadania foi confirmada na sexta, 26, na Casa Civil, para publicação no Diário Oficial da União. A confirmação foi adiantada, no Portal Estadão, pela coluna Direto da Fonte. Sua posse deve ocorrer na semana que vem

Ex-sócio da produtora Light House, de São Paulo, Rihan foi responsável por filmes como Real – O Plano por Trás da História (2017) e As Mães de Chico Xavier (2011), além da série Guerreiros da Selva (2017), sobre o curso de operações na selva ministrado pelo Exército na Amazônia. À coluna, Rihan disse que sua prioridade será ampliar a atração de investimentos privados para o setor, com o objetivo de alavancar a produção nacional e dinamizar a cadeia produtiva cinematográfica.

Ele assume no momento em que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) vive um momento conturbado, ameaçada de extinção pelo presidente Jair Bolsonaro. Na quinta, 25, ele voltou a dizer que está “trabalhando para viabilizar uma reformulação ou extinção da Ancine”. “O presidente revela um desconhecimento do mercado de cinema, não apenas no Brasil, mas no mundo”, observa a produtora executiva da Paris Entretenimento, Renata Rezende. “O cinema brasileiro já é uma indústria que representa mais empregos e impostos do que a têxtil.”

Segundo ela, algumas produções previstas para este ano estão garantidas (como Meu Nome Não é Gal e outro longa inspirado na série infantojuvenil Detetives do Prédio Azul). “A incógnita será o ano que vem.”

Presidente da Academia Nacional de Cinema, Jorge Peregrino retrucou ao repórter do Estado: “Sabe aonde fui dar palestra ontem (quinta-feira)? No Clube Militar do Rio de Janeiro, que já teve como presidente o general Hamilton Mourão, hoje vice-presidente da República. Falei durante duas horas e o retorno que tive foi um desconhecimento muito grande sobre as questões que envolvem o cinema”.

Peregrino acredita que também se trata de uma questão de segurança nacional, pois envolve a identidade. “O que está faltando é esclarecimento. Seria interessante contar com economistas nessa discussão.”

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