Retrospectiva traz Roman Polanski ao Brasil

Roman Polanski desembarca na segunda-feira em São Paulo para prestigiar a retrospectiva de sua obra no CineSesc e no Sesc Santo André. O evento, que vai até o dia 25, é uma realização da Ursula Groszka Produções, com patrocínio do Sesc e apoio da Embaixada da França, do Consulado Geral da Polônia, da Fundação Santo André e da Magnesita. No mesmo dia (22), o grande diretor dá uma coletiva e no dia seguinte (23) participa de um debate com o público, mas já a partir de hoje os espectadores poderão assistir aos seus filmes. Os três primeiros, na sala da Rua Augusta, são: Armadilha do Destino, às 16 horas; A Morte e a Donzela, às 18 horas; e O Bebê de Rosemary, às 20h30.Amanhã, o primeiro programa, às 16 horas, será formado por curtas do começo da carreira do cineasta. Na seqüência, serão exibidos, A Dança dos Vampiros, às 18 horas, e Repulsa ao Sexo, às 20h30. No domingo, a programação abre-se às 16 horas com o longa que Polanski escreveu para a direção de seu roteirista habitual, Gérard Brach, Le Bateau sur l"Herbe; devendo prosseguir com O Inquilino, às 18 horas; e Lua de Fel, às 20h30. Nos demais dias, o público poderá (re)ver clássicos como A Faca n´Água e Tess, mas ficarão faltando a obra-prima Chinatown e a polêmica adaptação que ele fez de Macbeth, de Shakespeare. Ursula Groszka tentou, mas não havia cópias disponíveis, no mundo, para integrar a programação.Nos mais de 40 anos decorridos desde que se iniciou na direção de longas, em 1962, Polanski desenvolveu uma obra marcada pelo cosmopolitismo. Filmou em países como Polônia, França, Inglaterra, EUA e Itália. Sua vida é marcada por uma constante - a tragédia. O diretor conheceu, quando garoto, em Cracóvia, o horror dos campos de extermínio dos nazistas. Sua mãe morreu num deles. Em Hollywood, sua mulher, a bela atriz Sharon Tate, foi morta por adoradores do Diabo quando estava grávida. E Polanski sofreu processos por drogas e abuso sexual, nos anos 1970, estando até hoje proibido de regressar aos EUA. Por mais diferentes que sejam os filmes, o cinema de Polanski subverte códigos e gêneros e mostra a inocência permanentemente em perigo, num mundo regido pelo mal. Polanski pode ter feito filmes insatisfatórios, mas seus grandes filmes são excepcionais. E é com este artista que você vai poder falar, no debate que se realiza quarta-feira, no CineSesc.

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