Retomadas negociação em Hollywood

Os roteiristas e empresários dos estúdios cinematográficos de Hollywood retomaram a maratona de negociações que chegou a durar 17 horas ontem. O suspense continua. A greve dos roteiristas estava marcada para a meia-noite, quando expirava o contrato que uniu roteiristas e produtores nos últimos anos. Mas a paralização foi suspensa e o antigo acordo mantido temporariamente, em razão dos avanços obtidos nas negociações que chegaram até 3 horas da manhã em Los Angeles (8 horas no Brasil). Minutos após o prazo Cheryl Rhoden, a porta-voz da WGA, sigla que identifica o Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos concedeu uma entrevista coletiva suscinta, dizendo: "As conversações continuam e estamos trabalhando muito duro para chegar a um acordo. Isto é tudo." Na madrugada ela voltou a informar que a reunião seria retomada no final da tarde. Representantes do sindicato e da Aliança dos Produtores de Cinema e Televisão voltaram esta tarde à mesa de negociações. Mas ninguém informa sobre os progressos das conversações que têm sido mantidas sob absoluto sigilo. Mas a ampliação do prazo para que se chegue a um acordo dá esperanças de que a greve seja evitada. A greve interromperia a produção da indústria do cinema e da televisão norte-americanas que geram US$ 92 milhões por ano.Os roteiristas reclamam aos estúdios e cadeias de TV uma parte dos benefícios residuais obtidos com a venda dos filmes em diferentes suportes, como DVD, Internet, canais de TV a cabo, vendas ao exterior, entre outros.Há ainda a ameaça de que o sindicato dos atores convoque uma greve pelo mesmo motivo no dia 30 de junho, quando expira o contrato da categoria firmado com a indústria. Caso os roteiristas e as companhias cinematográficas não cheguem a um acordo a greve não poderá começar imediatamente porque seriam necessários de dois a cinco dias para que seja organizada. O sindicato tem 11.500 roteiristas associados.Uma guerra de quase 70 anos agita Hollywood

Agencia Estado,

02 de maio de 2001 | 22h38

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