Reserva Cultural exibe "Cafuné", de Bruno Viana

Quase mil espectadores assistiram no fim desemana passado a "Cafuné", no Rio. Parece pouco, mas o diretorBruno Viana está feliz da vida. "Cafuné" é um filme muitopequeno, que está saindo em pouquíssimas salas. E, depois, ouniverso de "Cafuné" não se resume a esse segmento, apenas. Ofilme também está na internet, onde ointernauta é solicitado a criar um final alternativo. Só isso já faria de "Cafuné" um filme diferente, mas temmais. Viana possui quatro curtas no currículo, entre ele"Geraldo Voador". Uma coisa que tem preocupado o jovem diretor éa divisão entre morro e asfalto no cinema brasileiro, como sefossem dois mundos. Na verdade, formam um só mundo. Viana dá umasingular contribuição a esse debate. Seu filme conta a história da jovem de Copacabana que seenvolve com esse garoto de praia, sem saber que é favelado.Quando descobre, a garota, que está grávida, não tira o bebê -como a mãe lhe sugere - e vai morar com ele no morro. Só queaquele não é o universo dela, que se sente como uma intrusa.Para refletir sobre isso, e o divórcio asfalto e morro, Vianausa de um recurso. O pai da moça é técnico de som. Fala sobre a dificuldadede sincronizar imagem e som no cinema. Um avião, um carro passame o som não está em perfeita sincronia. "´Cafuné´ é produçãomodesta, mas não é uma falha técnica", adverte o diretor. É umrecurso para fazer o espectador pensar sobre o cinema e aprópria realidade brasileira. Cafuné (Br/2005, 90 min.) - Drama. Dir. Bruno Viana. 16 anos. Cinesesc - 15 h, 19 h, 21 h (4.ª não haverá 21 h). ReservaCultural 4 - 13 h, 14h30, 18h10, 21h50. Cotação: Regular

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