Répteis assassinos ganham as telas em "Anaconda 2"

Você se lembra, com certeza, da cena de Alien 3 em que Sigourney Weaver fica cara a cara com a besta do espaço. A cena ganha agora uma nova versão em Anaconda 2 - A Caçada pela Orquídea Sangrenta, que estréia hoje em salas de todo o Brasil. A aventura dirigida por Dwight H. Little dá seqüência à trama de Anaconda, de Luis Llosa, que era tão ruim que chegava a ser divertida. A expedição que busca a orquídea que pode prolongar a vida topa com um ninho de anacondas. Um dos integrantes do grupo fica paralisado em conseqüência da picada de uma aranha venenosa. É assim, completamente duro, movendo só os olhos, que ele vê a cobra gigantesca aproximar-se. Ela fica a um palmo da cara dele - como o alien em relação a Ripley -, depois, afasta-se bruscamente e... Você sabe o que acontece. Anaconda 2 tem seu público entre espectadores - preferencialmente jovens - que adoram entrar no clima das fantasias de terror produzidas por Hollywood. Dwight H. Little sabe como fazer isso. São dele filmes como Marcado para Morrer, de Steven Seagal, e Rajada de Fogo, com Brandon Lee. Talvez a maior curiosidade num filme desses seja observar quem vai morrer primeiro. O tradicional moralismo da produção de Hollywood continua privilegiando os que atentam contra a moral e os bons costumes. Só quem, de uma ou outra forma, resiste ao poder aliciante do dinheiro tem salvação. Numa cena emblemática do primeiro filme, a cobra vomitava inteiro o personagem de Jon Voight, que, ao ser expelido, em meio à gosma, ainda piscava para a câmera. A boa nova é que você vai ficar sabendo agora por que a anaconda, de vez em quando, cospe suas vítimas. Pode não ser grande cultura, aliás, não é. Mas, para o público que curte trivialidades, é um motivo intrigante para assistir a Anaconda 2.

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