Renée Zellweger destaca-se em Bridget Jones

Houve críticas ao sotaque de Renée Zellweger. Mas, de resto, a atriz texana, parceira de Tom Cruise em A Grande Virada e vencedora do Globo de Ouro por A Enfermeira Bette, conseguiu o que parecia impossível: foi aceita pelos ingleses interpretando aquela que virou uma heroína nacional para eles. Bridget Jones não é só uma personagem de best seller. É um fenômeno editorial que, na Inglaterra, surpreendeu a própria autora, a jornalista Helen Fielding. Transpôs as fronteiras nacionais e hoje você já pode ler no Brasil O Diário de Bridget Jones.O filme, que estréia amanhã, é gracinha. Nenhuma obra de arte, mas se você curtiu o humor de Quatro Casamentos e um Funeral e Um Lugar Chamado Notting Hill, são muitas as chances de que vá gostar também de Bridget Jones. A diretora Sharon Maguire é estreante. E amiga de Helen Fielding, que colaborou no roteiro.Bridget é uma mulher de 30 que, na virada do ano, define o que vai ser sua vida nos 12 meses seguintes. Você talvez saiba, por experiência própria, o quanto essas resoluções de fim de ano são difíceis de seguir. Bridget acha que está gordinha e promete fazer dieta para perder os quilos a mais. Precisa resolver seus problemas afetivos e financeiros. E precisa superar a própria indecisão entre o chefe, interpretado por Hugh Grant, o galã que virou patrimônio inglês, e o amigo inseguro (Colin Firth). O filme diverte sem encucar. É simpático e Renée é ótima. Balzac, você sabe? Bridget Jones é A Mulher de 30 com molho inglês.

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