Renato Aragão tenta voltar ao topo da bilheteria

Renato Aragão estréia hoje O Cupido Trapalhão. Com seu novo filme, inspirado em Romeu & Julieta, de Shakespeare, o humorista tenta reverter uma queda sucessiva na bilheteria de seus últimos filmes. Antes deste, o comediante lançou O Trapalhão e a Luz Azul, filme que teve menos de 1 milhão de espectadores. E antes ainda, ele veio com O Fantasma Trapalhão, que teve 1,5 milhão de ingressos vendidos.É verdade que, por alguns anos, Aragão deixou longe das telas de cinema o seu personagem Didi Mocó. Vários fatores contribuíram para isso: a morte de dois integrantes do grupo Os Trapalhões (Zacarias e Mussum) e a realidade do mercado cinematográfico brasileiro até meados dos anos 90, quando o investimento em cinema no País caiu a zero.Entretanto, o vento do cinema brasileiro parece soprar em outra direção. Enquanto os filmes de Didi Mocó ainda vêm fazendo públicos respeitáveis, o certo é que já são superados por fenômenos como Carandiru e Cidade de Deus, filmes que conseguiram até o momento 4,5 e 3,3 milhões de espectadores.As diferenças são evidentes. Os dois mega-sucessos do cinema nacional recente são filmes em que a exclusão social e a violência são tematizadas de forma realista, compondo retratos do Brasil. Resta descobrir, neste novo cénario, que espaço podem ocupar as piadas inocentes de Didi Mocó, e sua fórmula de humor já um tanto surrada.Para sorte de O Cupido Trapalhão, não há concorrentes estreando neste fim de semana para disputar com ele o público infantil. Há apenas Hulk, que não deve interessar a crianças. É uma chance de conferir a atualidade do personagem e deste tipo de humor.

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