REUTERS/Issei Kato
REUTERS/Issei Kato

Relembre casais que deram certo nas telas, mas nem tanto fora delas

O Dia dos Namorados em tempos de pandemia fez o amor homo, hétero e misto se reinventar, no cinema não foi diferente

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2020 | 11h02

Comemora-se na sexta, 12, mais um Dia dos Namorados. Mais um, não. Um dia muito especial. O amor em termpos de pandemia, no isolamento. Casais, homo, hétero e mistos, estão tendo de se reinventar, buscando novas formas de expressar os sentimentos. Quem não sonha encontrar sua metade? O cinema permite que a gente viaje, lembrando de casais que, na tela sim, foram perfeitos.

 

Angelina Jolie e Brad Pitt

Durante muito tempo eles foram considerados o casal 20 de Hollywood, nas telas e fora delas. O casamento terminou (mas durante a pandemia circulam boatos de que podem estar voltando, pelos filhos). Na tela, são eternos em Sr. e Sra. Smith e À Beira-Mar, que ela também dirigiu.

Anne Bancroft e Anthony Hopkins

Ela já havia recebido seu Oscar (por O Milagre de Anne Sullivan, de 1962), ele ainda teria de esperar três anos pelo dele (O Silêncio dos Inocentes, de 1990). Nem chegam a formar uma dupla, mas é o que torna o filme importante nesse Dia dos Namorados marcado pelo isolamento social na pandemia. Em Nunca Te Vi, Sempre Te Amei, de David Jones, Anne e Hopkins vivem um romance à distância. Epistolar, por meio de cartas. Na era da internet pode parecer obsoleto, mas (ainda) é um belo filme.

 

Clark Gable e Vivien Leigh

Ele era chamado de rei de Hollywood, nunca houve outro ator para o papel de Rhett Butler no clássico ...E o Vento Levou. Ela foi escolhida depois que todas as estrelas da época já haviam sido cogitadas, e até testadas para o papel de Scarlett O'Hara. Fizeram só um filme juntos, mas no imaginário do público formam a dupla insuperável, e inseparável, embora o filme não termine no clássico 'happy end'.

 

Elizabeth Taylor e Richard Burton

Ela já era a maior estrela de Hollywood por volta de 1960, a primeira a ganhar US$ 1 milhão por um papel, o de Cleópatra. No set, apaixonou-se pelo seu Marco Antônio. A produção foi conturbada – doenças, paparazzi, divórcio. O restante é história. Casaram, descasarasm, casaram de novo. Tomaram porres memoráveis, ela ganhou o segundo Oscar por um filme conjunto (Quem Tem Medo de Virgínia Woolf?). No total foram vários filmes brilhantes até a morte dele. Mesmo separados, formavam o casal 20 da sua época.

 

Errol Flynn e Olivia De Havilland

Eles formaram talvez o casal mais belo da tela nos anos 1930 e 40. Oito filmes, incluindo clássicos como Capitão Blood, A Carga da Brigada Ligeira e As Aventuras de Robin Hood, esse codirigido por William Keighley, e o melhor de todos – O Intrépido General Custer, de Raoul Walsh, de 1941, que foi o último. Houve depois uma participação conjunta, um número musical, em Graças à Minha Boa Estrela, de 1943. Oito e meio, portanto. Consta que ela era apaixonada, mas ele já era casado e ficaram só na amizade.

 

Ginger Rogers e Fred Astaire

De 1933 a 49, de Voando para o Rio a Ciúme – Sinal de Amor, foram dez filmes juntos. As histórias eram o que menos importava. A Alegre Divorciada, Roberta, O Picolino foram alguns dos outros. Eram elegantes nas roupas, nos gestos. Cheek To Cheek, de O Picolino, de 1935, é o que pode haver de mais perfeito na dança dos casais.

 

Heath Ledger e Jake Gyllenhaal

Nenhum dos dois era gay, mas fizeram mais pelo avanço na abordagem da homossexualidade em Hollywood do que muitos militantes. O Segredo de Brokeback Mountain. Os pastores de ovelhas, aquela noite e a possibilidade/impossibilidade de esquecê-la. O primeiro Oscar de direção de Ang Lee.

 

Humphrey Bogart e Ingrid Bergman

Foi apenas um filme, mas Casablanca, de Michael Curtriz, vencedor do Oscar de 1943, costuma ser apontado como a quintessência do cinema romântico. aco. Rick, Ilsa, o reencontro naquele bar, a resistência aos nazistas. E a frase que nunca é dita, mas faz parte da lenda. Play It Again, Sam.

 

Jack Lemmon e Walter Matthau

Lemmon formou um casal inesquecível com Shirley MacLaine nos filmes de Billy Wilder – Se Meu Apartamento Falasse, Irma la Douce. Depois, e também com Wilder, foi a dupla de Lemmon com Matthau – Esta Loira Vale Um Milhão, A Primeira Página, Amigos Amigos, Negócios à Parte. Sob a direção de Gene Saks, formaram 'um estranho casal'. Rememorando - Matthau, divorciado, leva a vida na farra. Jogo, bebida, mulheres. Acolhe o amigo Lemmon, que se separou. O outro é obsessivo. Cuida da casa, prepara comidinha, logo está querendo controlar a vida do pobre Matthau. A fama de amigos rabugentos colou em uma série de filmes.

John Wayne e Maureen O' Hara

A dupla fordiana por excelência. Foram apenas cinco filmes, quatro dirigidos pelo mestre John Ford e o quinto por Andrew McLaglen. O maior de todos é Depois do Vendaval, de 1952. Wayne volta à cidade em que nasceu, na Irlanda. Corteja Maureen, casam-se, mas o irmão dela não paga o dote e começa a confusão. Cenas antológicas – a cama quebrada, na noite de núpcias, o beijo no vendaval. Essa é citada por Steven Spielberg como o filme que o alienígena vê na TV em E.T., de 1982.

 

Leonardo DiCaprio e Kate Winslet

Foram dois filmes, e o segundo, Revolutionary Road/Foi Apenas Um Sonho, dirigido pelo então marido da atriz, Sam Mendes. O primeiro é que ficou famoso, Titanic, de James Cameron, a cena da dupla na proa do navio – 'King of the world!'

 

Marcello Mastroianni e Sophia Loren

Foram três filmes com direção de Vittorio De Sica (Ontem, Hoje e Amanhã, que venceu o Oscar, Matrimônio à Italiana e Os Girassóis da Rússia), mais um de Dfinop Rtidsi (A Mulher do Padre). Antes deles, foram mais três – Nossos Tempos, mas eles não atuam juntos, e A Bela Moleira e A Sorte de Ser Mulher, no qual formam casais. O maior sucesso de público foi com Os Girassois. Sophia procura o marido que sumiu na guerra, no front trusso. Encontra Marcello casado com outra, depois de ter perdido a memória. A trilha pungente de Henry Mancini com certeza contribuiu para o clima.

 

Paulo José e Leila Diniz

Ambos estiveram em Edu, Coração de Ouro, mas a dupla inesquecível é em outro filme de Domingos Oliveira. Paulo e Maria Alice, Todas as Mulheres do Mundo. Desistirá ele de todas as outras por ela? Leila rompe a quarta parede, olha diretamente para a câmera. A frase musical de Gabriel Fauré que embala o amor. Lindo!

 

Richard Gere e Julia Roberts

Julia virou estrela em 1990, como a prostituta contratada por executivo para ser sua acompanhante. Ela toma um banho de butique, a Gata Borralheira vira princesa. Sob a direção de Garry Marshall, claro que a história tem final feliz. Na trilha Pretty Woman – que melhor definição para Julia, gloriosa aos 23 anos. A química da dupla não funciona tão bem em Noiva em Fuga, do mesmo diretor, quase dez anos mais tarde.

 

Robert Pattinson e Kristen Stewart

Viraram ídolos de toda uma geração de adolescentes com a saga Crepúsculo, adaptada dos livros de Stephenie Meyer, mas isso só depois de ele vencer a resistência dos fãs e da própria autora. Vampirismo e romance. Os fãs teciam fantasias, eram o casal perfeito. Seguiram caminhos diversos, ambos no cinema autoral. Kristen ganhou prêmios importantes, como o César. Pattinson será o próximo Batman, e a trilogia anunciada terá um novo Coringa.

 

Rock Hudson e Doris Day

Nada parecia indicar que Pillow Talk/Confidências à Meia-Noite viraria aquele megassucesso em 1959. Os vizinhos que compartilham o mesmo telefone. Ele vive na paquera, ela quer trabalhar. Formou-se a mais improvável das duplas – Hudsdon, gay, mas isso só se soube depois, como mulherengo. Doris como virgem renitente. Passaram-se mais de 60 anos e o filme segue divertido, um clássico de qualquer Sessão da Tarde. Oscar de história. Hudson e Doris fizeram mais dois filmes juntos.

 

Spencer Tracy e Katharine Hepburn

De A Mulher do Dia, de George Stevens, de 1942, a Adivinhe Quem Vem Para Jantar?, de Stanley Kramer, de 1967, foram nove filmes juntos e pelo último ambos receberam o Oscar. George Cukor e Elia Kazan foram alguns dos diretores dos demais. Hepburn era sempre a feminista avant la lettre, Tracy, o homem íntegro, embora às vezes meio cabeça dura. Longe das telas, mantiveram uma ligação que durou décadas - Tracy era casado e nunca quis se separar por causa do filho especial.

 

Tom Hanks e Meg Ryan

Em Sintonia de Amor, de Nora Ephron, os dois marcam encontro no alto do Empire State, como Cary Grant e Deborah Kerr no clássico Tarde Demais para Esquecer, de Leo McCarey, de 1957. Meg, na fase em que era namoradinha da 'América'. O trio fez depois Mens@gem para Você, e a novidade, olha o título, era a internet.

 

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