Gabriel Borges|Divulgação
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Relaxe e ria, é 'Até Que a Sorte nos Separe 3’

Estreia muito perto do fenômeno 'Star Wars' pode afetar a bilheteria do filme brasileiro que, no episódio 1 fez R$ 3 milhões de espectadores e, no 2, R$ 4 milhões

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

28 de dezembro de 2015 | 03h00

Há uma tradição de humor político que foi se perdendo no País. É recuperada em Até Que a Sorte nos Separe 3. O terceiro filme da série já foi chamado de ruim, tecnicamente malfeito. Estreou no Natal, apenas uma semana depois que as telas do Brasil foram ocupadas pelo Episódio VII de Star Wars. Você vai a cinemas de shopping em São Paulo, Rio, Porto Alegre, um monte de salas exibe Star Wars, uma ou duas, o novo Leandro Hassum.

Até Que a Sorte 3 não supera índices de ruindade pelo simples motivo de ser bom – o melhor da série, por menos que isso represente para a crítica. É incorreto – isso é, e bem. A questão é – o 1 e 2 foram num crescendo de bilheteria. E com o 3, como será? A concorrência de Star Wars vai ser prejudicial? Somente nesta segunda, 28, na volta do feriadão, os números serão revelados para que se possa analisar o desempenho.

Por enquanto, vale o grito de guerra – o time (a produtora Gullane, Leandro, os diretores Roberto Santucci e Marcelo Antunez, o roteirista Paulo Cursino) unido jamais será vencido.

Há uma trama macro – Tino/Leandro vai falir o Brasil? E existem as tramas micros que se alinhavam com a maior. São histórias de família, de personagens já conhecidos do público (Kiko Mascarenhas, Ailton Graça) e outros que foram agregados (o bilionário à Eike Batista, sua mulher gostosa, a auditora durona).

A iniciativa privada, o bilionário, é colocada em xeque nesse imbróglio todo. E o curioso é que nunca Santucci e Cursino se apropriaram tanto de gêneros. O filme tem terror, o boneco à Chuky, e vira um melodrama, na ligação de Mascarenhas com Silvia Pfeiffer, com direito a suspense. Relaxe e ria. 

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