Reese Witherspoon conquista o mundo

Reese Witherspoon é baixinha, mesmo para os padrões hollywoodianos, com seus 1,55 metro. "Mas sou durona", avisa. Afinal, na dura concorrência das jovens atrizes de Hollywood, ela está na linha de frente, ganhando US$ 15 milhões por filme, com apenas 26 anos e uma carreira de 21 títulos. Ela é a herdeira natural da coroa de namoradinha da América, que Julia Roberts deteve por tempo demais. Também como Julia, ela é uma atriz que pode carregar um filme sozinha. Afinal, no recente Doce Lar, que estréia amanhã no Brasil, seu co-astro é um pouco mais do que o desconhecido Josh Lucas. O engraçado é que Reese quase não freqüenta festas e clubes de Hollywood. Ela prefere ficar em casa à noite, com o marido Ryan Philippe, que conheceu quando filmaram Cruel Intentions, e com a filha de 3 anos, Ava. Laura Jeanne Reese Witherspoon não nasceu no Alabama como a personagem de Doce Lar, mas também no sul dos EUA, em Nashville, no Tennessee. Seus pais eram um cirurgião e uma enfermeira pediátrica. Ela estudou em escolas particulares no Tennessee, antes de se formar em literatura inglesa na Universidade de Stanford. Como uma típica garota de classe média do Sul, foi animadora de torcida, debutou e até confessou: "Cresci lá no Tennessee. Não sabíamos quem era Louis Vuitton. Encomendei tudo que usei na formatura em catálogos." Seu primeiro filme é de 1991, quando ela tinha 15 anos, fazendo uma adolescente apaixonada em No Mundo da Lua. Um pouco antes disso, ela fez um teste para um papel em Cabo do Medo. Deveria se encontrar com Robert De Niro e Martin Scorsese, mas na época não sabia quem eram. No avião, a caminho do teste, ela contou ao vizinho de banco sobre o teste e o homem começou a elogiar De Niro e Scorsese. Ela ficou tão nervosa que fracassou no teste e o papel acabou indo para Juliette Lewis. Ela e a família moram numa casa perto de Beverly Hills. Ava, a filha, acabou de começar a pré-escola e Reese confessa que quem chorou mais no primeiro dia foi ela, não a menina. A atriz chegou a ir à casa de uma amiga, que tem uma filha de 2 anos, só para abraçar a criança. Com tantas emoções à flor da pele, ela vai à terapia. Aliás, Ryan Philippe também. Ele disse que essa terapia é um ótimo jeito de evitar a depressão e que ambos se sentem muito melhor um com o outro e com a filha. Para os cinéfilos, Reese Witherspoon é uma espécie de reencarnação de Judy Holiday, a atriz de Nascida Ontem, Como ela, era loira, com um admirável senso de timing em comédias, vencedora em Hollywood mesmo sem ser uma grande beleza. Mas a nova namoradinha, ótima comediante, costuma lembrar que isso deve vir de casa. "Sempre houve um senso de humor em nossa família. Minha mãe era uma mulher muito positiva, mas também muito engraçada e doida, uma excêntrica sulista." A mãe costumava chamá-la de "Pequena Tipo A", que acabou sendo o nome da produtora de Reese. Ela batalhou pelo estrelato, destacando-se nos filmes Dias Amargos, Linda e Selvagem, Medo, Viagem ao Grande Deserto. Recusou papéis que poderiam dar-lhe fama, como os principais de Pânico, Lenda Urbana e Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. Em 2001, Legalmente Loira fez com que se tornasse uma estrela. Seu talento para a comédia explodiu ao fazer o papel de Ellen Woods, a garota que vai para o curso de Direito em Harvard, após ser esnobada pelo namorado que a acha incapaz de pensar em algo que não fosse roupas e penteados. Reese conquistou o público e o filme foi um sucesso. Ela já completou as filmagens da continuação, que deve estrear no ano que vem. Agora, vai filmar "Vanity Fair, dirigido por Mira Nair, um filme histórico baseado no romance clássico de William Thackeray. Ela interpreta "uma malvada que usa sua sexualidade e as manhas femininas para ganhar posição social.", segundo ela disse. Doce Lar pode dar a Reese Witherspoon uma indicação ao Oscar de melhor atriz e ela tem tudo para seguir os passos de Julia Roberts não só como namoradinha, mas também como a atriz mais poderosa de Hollywood. Mas se isso não acontecer. ela não ligará muito. Como ela mesma disse: "É realmente ótimo estar neste lugar. Mas se tudo for embora amanhã, eu ainda seria feliz? Tenho de dizer que sim. Estou muito ligada na minha família. Adoro meu marido. Tenho uma grande filha, Literalmente, isto é apenas um emprego."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.