"Redentor" traz à tona discussão sobre corrupção

Redentor é o primeiro longa do diretor Claúdio Torres e estréia hoje com apenas 80 cópias em salas do país, contando a história de Célio Rocha (Pedro Cardoso), um jornalista que mora com os pais e com a irmã. Eles deram duro a vida inteira para pagar as prestações de um apartamento, mas caíram no golpe do Dr. Sabóia (José Wilker), empreiteiro que não entregou os 480 apartamentos do Condomínio Paraíso, na Barra da Tijuca. O pilantra morre e deixa para o filho Otávio Sabóia (Miguel Falabella) a dívida e o problemão nas mãos. Para piorar, Célio era amigo de infância de Otávio e fora intimado a fazer uma reportagem sobre a falcatrua. Mas quando ele recebe US$ 5 milhões de suborno do entrevistado, acaba pirando e começa a conversar com Deus, incorporado na imagem do Cristo. Redentor é narrado por um morto, o próprio Célio, que aparece em um lixão logo na primeira cena do filme, que é recheado de estrelas globais, de Camila Pitanga a Stênio Garcia, passando por participações especiais de nomes como Paulo Goulart, Suely Franco, Tonico Pereira, Lúcio Mauro e Guta Stresser. Os pais de Cláudio Torres, Fernanda Montenegro e Fernando Torres, interpretam os pais de Célio. A atriz Fernanda Torres faz a mãe do protagonista nas cenas que se passam 15 anos atrás. Cláudio Torres só havia feito o episódio Diabólica, parte do longa Traição. Ele é sócio - com, entre outros, o cunhado Andrucha Waddington - da Conspiração Filmes, produtora do longa. Orçado em R$ 6,5 milhões, o filme mistura humor negro com religiosidade, suspense e até romance, além de ser cheio de efeitos especiais.

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