Victor Jucá| Divulgação
Victor Jucá| Divulgação

'Quero me divertir', diz Kleber Mendonça sobre sua ida a Cannes

Concorrerão com ele diretores que estão no imaginário dos cinéfilos - Pedro Almodóvar, Xavier Dolan, Olivier Assayas

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2016 | 11h44

Kleber Mendonça Filho está feliz da vida de participar da competição de Cannes com seu novo longa, Aquarius, com Sonia Braga. Mas não quer pensar muito nos filmes e autores com quem vai disputar a Palma de Ouro. "Não quero ficar nervoso", explica. "Quero me divertir e que a exibição do filme seja prazerosa para toda a equipe e para os cinéfilos de todo o mundo que compõem o público do festival."

Kleber conhece Cannes como crítico e jornalista. Será sua estreias como cineasta, embora já tenha participado de outros festivais importantes. Concorrerão com ele diretores que estão no imaginário dos cinéfilos - Pedro Almodóvar, Xavier Dolan, Olivier Assayas etc. Ele faz uma confissão que pode surpreender. "Não quero ser piegas, mas de todos os autores da seleção tem um de que gosto muito e que foi fgundamental pasra que eu quisesse fazer cinema. Conheço-o e admiro-o desde que vivi em Londres. É (o holandês) Paul Verhoeven. Seus primeiros filmes na Holanda eram viscerais e depois ele continuou sendo um grande autor em Hollywood. RoboCop é uma obra-prima, Conquista Sangrenta. São filmes que amo. Estar com ele na emoção me emociona a ponto de querer chorar." Verhoeven participa da competição com Elle, interprtetado por Isabelle Huppert.

E Aquarius? Sonia Braga faz uma jornalista aposentada que compra uma briga. Uma construtora quer demolir a casa em que vive, na orla (Boa Viagem, no Recife) para erigir uma torre. Boa Viagem tem hoje uma arquitetiura padronizada. Prédios de luxo de 30/40 andares, todos com o mesmpo formato.Varandas abertas para o mar. Caiçara, o prédio em que supostamente se passa Aquarius, foi demolido há coisa de uma semana. Já estava embargado quando Kleber filmou. "Escrevi o roteiro pensando no Caiçara,mas tive de filmar no Oceania, que também é um prédio dos anos 1940. Hoje os prédios são todos Towers, têm nomes americanizados. Mas o filme não é sobre a especulação imobiliária. A especulação está lá, como também estava em O Som ao Redor, com o condomínio fechado. Mas estou querendo falar de outra coisa." Do quê? "De gente. Já admirava Sonia (Braga) como atriz e, com o filme, ganhei uma amiga."

 

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