"Querido Frankie" fala de infância e família

Querido Frankie, que estréia hoje, assim como Billy Elliott, é um filme sobre infância e família. Em Billy Elliott, o pai sindicalista tem de aceitar que o filho, em vez das luvas de boxe, prefere as sapatilhas. Em Querido Frankie, o conflito é de outra ordem, mas também envolve a figura do pai.Frankie é filho de mãe solteira, mas, com medo de que o menino seja discriminado, ela cria a figura fictícia desse pai marinheiro que escreve cartas de todos os portos ao redor do mundo, nos quais atraca seu navio. As cartas são falsas, naturalmente, mas o navio citado nos textos que o menino recebe pelo correio é verdadeiro e agora está atracando na cidade. Frankie fica eufórico com a possibilidade de conhecer esse pai sobre o qual fantasia. A solução, para a mãe, é arranjar um estranho que assuma o papel. Mesmo que ela tenha de pagar. Querido Frankie é de uma sensibilidade tão dolorosa que beira a pieguice. Há o amor da mãe, há o olhar do filho, sedento de descobertas. E há o estranho, que tateia nesse novo papel que assumiu. O filme evolui para o que você pode imaginar - o abraço apaixonado que o filho dá no ´pai´ e os sentimentos que a mãe e o estranho passam a experimentar, um pelo outro. Querido Frankie não vai entrar para a história do cinema, mas, na categoria filme sobre (não necessariamente para) crianças, possui encanto especial.

Agencia Estado,

08 de julho de 2005 | 12h03

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