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Quênia libera exibição de filme LGBT que concorreu em Cannes

'Rafiki' havia tido sua projeção proibida no país, mas foi autorizado por uma semana para ir ao Oscar

O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2018 | 18h37

O filme queniano Rafiki, história de amor entre duas mulheres que havia sido apresentado no Festival de Cannes, teve sua exibição liberada no país. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 21, pela juíza Wilfrida Okwany.

A projeção, que havia sido proibida no Quênia, foi autorizada pelo Supremo Tribunal por apenas uma semana, para cumprir um dos requisitos do Oscar. 

Dirigido por Wanuri Kahiu, que é coautora do roteiro ao lado de Jenna Cato Bass, o filme acompanha o romance proibido vivido por Kena e Ziki, interpretadas por Samantha Mugatsia e Sheila Munyiva.

"Nossa Constituição é forte! Agradecemos à liberdade de expressão! Conseguimos! Vamos divulgar as datas de exibição em Nairóbi em breve", escreveu a diretora do filme em uma rede social.

No Quênia, não é expressamente ilegal um cidadão declarar sua homossexualidade, mas a lei do país proíbe "a conjunção carnal que vai contra a natureza".

 

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