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'Que Horas Ela Volta?' é o filme brasileiro indicado para disputar o Oscar em 2016

Longa de Anna Muylaert com Regina Casé já foi premiado em festivais e tem boa recepção crítica no Brasil

O Estado de S. Paulo

10 Setembro 2015 | 11h47

O filme Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, foi escolhido hoje, dia 10, para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor longa estrangeiro. O anúncio foi feito no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.

Agora, os produtores iniciam uma campanha entre os eleitores da Academia de Hollywood, nos Estados Unidos, na torcida de que o filme seja anunciado entre os cinco finalistas no dia 14 de janeiro de 2016, data em que a Academia divulga a lista final. A cerimônia de entrega vai acontecer no dia 28 de fevereiro de 2016.

As chances do filme brasileiros são consideradas grandes. O site IndieWire, especializado em produções independentes, aponta o longa de Anna Muylaert como favorito à estatueta e Regina Casé ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Sundance, realizado em janeiro.

De olho no Oscar, Regina Casé fala sobre 'Que Horas Ela Volta?'

O filme acompanha a transformação de Val (Regina), empregada doméstica que há muitos anos trabalha para uma família rica de São Paulo. A sutil relação patrão-empregado começa a ruir quando Val recebe a visita da filha, que começa a mostrar para a mãe as diferenças sociais.

O Brasil já teve filmes que chegaram à final do Oscar, como O Pagador de Promessas (1963), de Anselmo Duarte, O Quatrilho (1994), de Fábio Barreto, O Que É Isso, Companheiro? (1998), de Bruno Barreto, e Central do Brasil (1999), de Walter Salles. Por esse filme, Fernanda Montenegro também foi indicada como atriz.

Filme com Regina Casé é favorito na lista do ‘Indiewire’ ao Oscar de melhor estrangeiro

Coprodução americana, O Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco, concorreu, em 1986, como melhor filme e direção. Já Cidade de Deus não conseguiu ser finalista para a estatueta de melhor estrangeiro em 2003, mas, depois de ser exibido nos EUA e graças a uma forte campanha dos distribuidores americanos (Weinstein), ganhou quatro indicações para 2004: filme, direção (Fernando Meirelles), fotografia (César Charlone), roteiro adaptado (Braulio Mantovani) e edição (Daniel Rezende).

Outros longas que chegaram à final foram Lixo Extraordinário (2010) e O Sal da Terra (2015), entre os documentários, Diários de Motocicleta, nas categorias de roteiro adaptado (José Rivera) e canção original (Jorge Drexler, que ganhou a estatueta); Brazil (1944) e Rio (2012), por canção original; Gone Nuty (2003), como curta de animação e Uma História de Futebol (2004) como curta em live-action.

Os filmes brasileiros selecionados para concorrer à indicação nas últimas seis edições do Oscar foram: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro (2015); O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho (2014); O Palhaço, de Selton Mello (2013); Tropa de Elite 2: o Inimigo agora É Outro, de José Padilha (2012); Lula, o filho do Brasil, de Fábio Barreto (2011); Salve Geral, de Sérgio Rezende (2010).

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