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'Quase morri afogado', diz ator Richard Armitage sobre cena de 'O Hobbit: A Desolação de Smaug'

Sequência já clássica destaca-se como a mais movimentada do longa

Luiz Carlos Merten / Nova York, O Estado de S. Paulo

11 de dezembro de 2013 | 03h00

O que é melhor que bom? Ótimo. Quando entrevistou o trio de atores de Hobbit – A Desolação de Smaug, num hotel do Soho, em agosto, o repórter ainda não havia visto a segunda parte da nova trilogia de Peter Jackson. De volta a J. R. R. Tolkien e à Terra Média. Naquele momento, foi possível somente ver o material promocional que já estava na internet, incluindo a agora já clássica cena dos barris levados pela correnteza (com os anões dentro). Ela já se destacava como a mais movimentada e excitante de A Desolação de Smaug. Como disseram dois dos atores envolvidos na cena – Richard Armitage e Orlando Bloom, o anão Thorin e o elfo Legolas –, ela virou a menina dos olhos de Jackson.

“Filmamos durante 12 semanas. E eu quase morri afogado”, confessou Armitage. É estranho conversar com um gigante de quase dois metros que aparece comprimido, digitalmente, na tela para representar um anão. Armitage conta que quase havia morrido afogado na cena do submarino de Capitão América, como o espião que tenta escapar do herói. “É um complô de Hollywood: eles querem me matar”, brinca. A cena dos barris na água é uma mera referência no livro de Tolkien, O Hobbit, mas Jackson imediatamente percebeu seu potencial cinematográfico.

Ela deveria terminar o primeiro filme, quando o projeto de O Hobbit ainda era um díptico. Ao expandir sua narrativa e transformar os dois filmes previstos em três, Jackson jogou os barris na correnteza para a metade do segundo filme. A Desolação começa explicando o motivo pelo qual os anões precisam de um ladrão – Bilbo – para levar adiante seu plano de reconquistar a cidadela de seu povo, agora ocupada pelo dragão. A importância da pedra de Arken é rapidamente estabelecida. “Peter (Jackson) é um grande narrador e o melhor de ele ter transformado os dois filmes em três foi que a luta de Thorin para restabelecer a glória de seus ancestrais ganhou em profundidade psicológica”, diz o ator.

O personagem tinha algo de bidimensional, agora é verdadeiramente humano, ou o que se supõe que seja um humano. “Thorin estabelece sua liderança, e ela não é tranquila. Se as coisas podem piorar com ele, você pode ficar certo de que pioram.” E a cena dos barris? “Peter construiu um set com a correnteza na área aberta dos estúdios de Wellington (Nova Zelândia). Mas imagens também foram captadas num fiorde da Islândia e em CGI (efeitos digitais). O que posso dizer é que me molhei bastante. E quase morri ao ficar preso no barril.”

Como foi se preparar – um gigante – para caber num anão? “Peter me deixou confortável. Disse que não devia pensar como anão, porque Thorin tinha um ego imenso e pensava como gigante”, e Armitage ri. Orlando Bloom chega para a entrevista com seu cachorro, que cheira os jornalistas antes de se deitar entediado, num canto da sala. Como foi a volta de Bloom à Terra Média? “É curioso, porque se trata de um universo perfeitamente conhecido, mas que se renova. Peter (Jackson) conhece tanto o universo de Tolkien que consegue ser fiel a ele mesmo ao se distanciar. O Hobbit do cinema não é exatamente o do livro. Mas o que ele acrescenta soma à história e aos personagens.”

É verdade – e o público, sabendo disso, corresponde. O primeiro filme da nova série faturou mais de US$ 1 bilhão. Uma fábula de dinheiro. Passaram-se 12 anos do primeiro O Senhor dos Anéis – A Irmandade do Anel, e agora Legolas é mais jovem (se bem que a idade não conta para os elfos)? “Peter não achava que fosse um problema. E o que sinto é que, na marcha a ré temporal, lançamos os fundamentos do personagem. Há uma história de amor que não se desenvolve para Legolas.”

Eswsa história é uma invenção de Jackson. Kili, o anão, é atraído pela arqueira Evangeline Lilly (e ela corresponde). É lindo, mas poderia ter havido uma história entre Tauriel e Legolas, se não fosse o pai dele. Lee Pace é quem faz Thranduil “É divertido ser o pai de Orlando. Sou mais novo, eu deveria ser o filho” (risos). Thranduil será um grande rei, mas isso está ligado à batalha do terceiro filme. Aqui, consigo me indispor com todo o mundo. Mas cresço no terceiro.”

 

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