Quando falta química entre os casais na tela

Nem todos os casais que mantêm relacionamentos na vida real conseguem obter a mesma química nas telas ? como ocorria, por exemplo, com Spencer Tracy e Katharine Hepburn na década de 40. Perto de filmes como Amor Eletrônico, estrelado pelos dois, muitos atores de hoje que freqüentam listas do gênero ?os mais sensuais? são incapazes de acender fagulhas quando se encontram nas telas. O jornal The New York Post cita vários filmes recentes nos quais a tal da química entre os protagonistas simplesmente não acontece ? ou, se acontece, ninguém percebe. Matt Damon e a espanhola Penelope Cruz tiveram um affair enquanto filmavam Espírito Selvagem, o novo trabalho de Billy Bob Thornton como diretor. Mas quem espera eletrizantes cenas de amor entre os dois, irá se decepcionar. Segundo o crítico do jornal, Lou Lumenick, o romance proibido dos personagens de Damon e Penelope é, quando muito, morno. Mais frustrante ainda é o caso de amor entre Meg Ryan e Russel Crowe em Proof of Life. Os dois atores, que se conheceram no set, viveram um romance para lá de caliente ? Meg chegou a abandonar Dennis Quaid, seu marido há nove anos, para ficar com Crowe. Mas o que se vê nas telas provoca, quando muito, bocejos ? a ponto do diretor Taylor Hackford ter afirmado que cortou cenas de sexo do filme porque ?não funcionavam?. Há ocasiões, porém, em que o cineasta consegue tirar proveito do que quer que esteja rolando entre seus atores. Foi o que Stanley Kubrick fez ao explorar a ?bizarra química? entre Tom Cruise e Nicole Kidman em De Olhos Bem Fechados.

Agencia Estado,

26 de dezembro de 2000 | 22h45

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