Quando a continuação supera o filme original

São raras as seqüências que conseguem superar o filme original. O exemplo clássico é O Poderoso Chefão 2 (1974), considerado até pelo seu diretor, Francis Ford Coppola, muito superior à produção de 1972. Vencedor de sete Oscar ? contra três estatuetas conquistadas pelo título anterior ?, a segunda parte penetra mais profundamente na realidade da máfia. Mario Puzo, autor da obra que inspirou Coppola, também preferia o segundo capítulo da saga da família Corleone nas telas.Da série intergaláctica criada por George Lucas, o segundo filme da franquia, Guerra nas Estrelas ? O Império Contra Ataca (1980), dirigido por Irvin Kershner, também é melhor que o predecessor. Bate o título de 1977, em que Lucas responde pela direção, em densidade emocional, humor e construção dos personagens. O roteiro é mais ambicioso, na medida em que abre mão de um desfecho onde o bem vence o mal, forçando os personagens e o espectador a mergulharem na escuridão.No caso da série De Volta para o Futuro, o segundo filme (lançado em 1989) supera em inventividade a primeira parte (1985). No segundo capítulo da aventura em que Michael J. Fox viaja numa máquina do tempo, o protagonista perambula entre passado e futuro com uma naturalidade inimaginável. A trama intercala habilmente situações que se passam antes, durante e depois do original. Aqui as complicações são ainda maiores, já que o adolescente não pode se ver no passado (onde ele interferiu no primeiro filme) ou no futuro, correndo o risco de sofrer um "choque temporal".Mais recentemente, Toy Story 2 (1999) leva vantagem tanto no conteúdo quanto na embalagem. Pontuada por eletrizantes cenas de ação, a última aventura dos bonecos Woody, o cáuboi, e Buzz, o astronauta, é mais envolvente e divertida que a de 1995. Graças ao recursos de última geração, a animação ainda impressiona pelo realismo das imagens tridimensionais.

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