Público apóia censura livre de "Homem-Aranha"

O filme Homem-Aranha estreou dia 17 de maio em cerca de 600 salas de todo o Brasil e já foi visto, até agora, por mais de 3 milhões de pessoas. A adaptação para o cinema da história do herói criado por Stan Lee, já na primeira semana de exibição, atingiu recorde - primeira produção a ultrapassar, no País, a marca de 1 milhão de ingressos vendidos em um único fim de semana. Uma pergunta foi feita a alguns desses espectadores: o filme dirigido por Sam Raimi é violento ou pode ter censura livre? Se antes a censura estabelecia que Homem-Aranha era impróprio para menores de 12 anos, depois de uma semana em cartaz o Ministério da Justiça "resolveu voltar atrás e liberar o filme", como diz nota enviada pela Columbia Pictures, à distribuidora da produção. A reportagem ouviu a opinião de pais, crianças e adolescentes que estavam no Cinemark do Shopping Pátio Higienópolis, centro de São Paulo. E todos os entrevistados declararam que o filme não é violento. O problema levantado por um dos pais foi a questão de só haver salas com o filme legendado. Para José Roberto da Silva, pai de Gustavo, de 7 anos, o filme pode ter censura livre, já que "há algumas cenas mais fortes, mas nada pior do que está na programação da televisão". "O grande problema foi ser legendado. Meu filho teve alguma dificuldade para entender e eu fui explicando para ele ao longo da sessão. É uma falha não ter nenhum dublado. Apesar de o Gustavo ler um pouco, um monte de crianças que estavam na sessão teve dificuldade e perdeu a paciência no meio do filme". Nada violento também para Luiz Paulo de Almeida, de 11 anos. "Esse Homem-Aranha é um filme que tem vários tipos de trajetórias, tem romance, aventura e acho que para qualquer idade ele é bom. Depois dos 8 anos, é um filme normal", opina o menino, que estava assistindo ao filme pela terceira vez. "Imagina! As crianças sabem que o inimigo do Homem-Aranha não é gente, que tudo é uma ilusão e por isso acho que não há problema nenhum o filme ter censura livre" - argumenta Juliana Oliveira Petri, que acompanhava seus filhos gêmeos de 13 anos.

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