Prosseguem as negociações em Hollywood

Pressionados para evitar a greve roteiristas e produtores de Hollywood querem conseguir em algumas horas o acordo que não conseguiram formalizar em meses. Mesmo com o contrato entre as partes vencido, voltaram hoje à mesa de negociações. Acredita-se que eles já tenham chagado a um acordo geral suficiente para evitar a greve. A maratona de reuniões prossegue ainda hoje. "É claro que existe um acordo sobre a mesa, mas são muitos detalhes que precisam ser resolvidos nesses dias", afirma um executivo da indústria à imprensa local. Mas não há nenhuma informação oficial sobre que o que já foi decidido. A idéia de que um acordo já foi concretizado é referendada pela presença na mesa de negociações de figuras destacadas da indústria cinematográfica, como Jeffrey Katzengberg, um dos sócios-fundadores da DreamWorks e Stacey Snider, presidente da Universal. "São intensas as conversações, muitas horas e muito trabalho em que estão sendo considerados não somente os roteiristas, mas toda comunidade", disse Cheryl Rhoden, porta-voz do sindicato de roteiristas. Já o porta-voz da associação de produtores Barry Liden, disse que existe um acordo tácito de que "ambas as partes estão interessadas em chegar a um acordo o mais rápido possível". Há menos de um mês isso parecia impossível, mas a ameaça de greve dos 11 mil roteiristas mudou a situação. Segundo levantamento feito pelo prefeito de Los Angeles, Richard Riordan, uma paralização do setor poderia significar uma perda de 81.900 empregos e US$ 7 milhões para a região, no caso de uma greve dos roteiristas durar cinco meses e outra, dos atores, três.Segundo os comentários que circulam em Los Angeles, os detalhes deste possível acordo não são tão favoráveis aos roteiristas. Sua maior vitória seria o aumento dos ingressos que recebem da cadeia de TV Fox e das emissoras privadas a cabo, como HBO. Segundo a imprensa local, os salários mínimos dos roteiristas poderiam aumentar entre 3% e 4%. Tudo indica que os estúdios estão reticentes em fazer concessões quanto aos residuais, ou seja, uma porcentagem sobre o comércio de vídeos, DVD e vendas ao exterior, uma das principais batalhas dos roteiristas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.