GIUSEPPE CACACE/AFP PHOTO
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Promessa para o Oscar, 'Everest' abre Festival de Veneza nesta quarta

Filmado em 3D, o filme de Baltasar Kormakur coloca montanha como antagonista de alpinistas mortos em desastre real 

Juliana Domingos de Lima, Especial para O Estado de S. Paulo

02 Setembro 2015 | 20h18

A 72ª edição do Festival de Veneza teve início nesta quarta, 2, debaixo de um sol nubladiço. Nada comparado às intempéries a que foi submetido o elenco do filme Everest, do islandês Baltasar Kormakur, escolhido para dar a partida no mais antigo dos festivais internacionais de cinema. O drama em 3D dá profundidade para as avalanches, tempestades de neve e vendavais que atingem Jake Gyllenhaal, Keira Knightley, Josh Brolin e Jason Clarke no topo do mundo, interpretando o episódio real de uma nevasca em 1996 que matou oito alpinistas. 

Apesar da escalação de celebridades, o protagonismo fica por conta da montanha: trata-se de uma batalha de vida e morte entre a natureza e aqueles, varridos pelo vento, cegos pela neve e privados de oxigênio, que ousam tentar chegar a seu cume. Durante as filmagens, o diretor levou os atores ao Himalaia e “importou” neve para os estúdios Pinewood, na Inglaterra, em nome da autenticidade. Kormakur, um ilustre desconhecido pelo filme 101 Reykjavik, lançado em 2000, e a comédia de ação hollywoodiana Dose Dupla, de 2013, disse à agência Associated Press que sua preparação para o cargo de direção de Everest foi a infância no clima subártico da Islândia. “Treinei para esse filme todos os dias indo para escola em uma nevasca quando era criança”, disse aos repórteres no tapete vermelho da première.

Fora da seleção de 21 filmes que competem pelo Leão de Ouro, a escolha do thriller pelo crítico e diretor do festival Alberto Barbera carrega o peso do destino dos dois filmes precedentes a darem a largada em Veneza: em 2013, Gravidade, de Alfonso Cuarón, e Birdman, de Alejandro González Iñárritu, em 2014, foram “lançados” pelo Festival antes de abocanharem múltiplas estatuetas do Oscar.

América Latina. A vez de presidir o júri será do mexicano Alfonso Cuarón. Dois latino-americanos estão na mostra oficial: El Clan, nono longa do argentino Pablo Trapero, e Desde Allá, do venezuelano Lorenzo Vigas. A seção Horizontes exibe dois brasileiros: Boi Neon, de Gabriel Mascaro, e Mate-me Por Favor, de Anita Rocha da Silveira.


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