Projeto do MinC quer democratizar a produção audiovisual

Quarenta candidatos a cineastas estão no Rio para a segunda edição do projeto Revelando os Brasis, criado pelo Ministério da Cultura para democratizar a produção audiovisual. Eles vêm de cidades com menos de 20 mil habitantes, espalhadas por 21 Estados e farão filmes de curta-metragem, que serão exibidos na TV Futura, nas suas cidades de origem e nas capitais de seus Estados. Foram selecionados entre 870 candidatos e, até o fim do mês, terão aulas de como fazer cinema, do roteiro à finalização.Os futuros cineastas contam histórias (reais ou fictícias) sobre a região ou cidade onde vivem. Segundo a coordenadora Beatriz Lindenberg, a originalidade do tema foi o principal critério de escolha. "Como é uma seleção aberta, que não exige escolaridade nem experiência, não levamos em conta o texto da proposta e sim seu conteúdo. Aqui eles vão aprender a colocar suas idéias no papel e transformá-las em imagem", adianta Beatriz.O perfil dos escolhidos retrata a diversidade do País. Um belo exemplo é o índio José de Lima Kaxinawa, que filmará Epã Miyui (que significa história de meu pai). Ele é filho de um índio seringueiro do Acre que, depois de alfabetizar-se, criou uma gramática e escreveu livros em sua língua. Aos 23 anos, Kaxinawa tem um documentário sobre sua aldeia e, para ele, o cinema é uma ferramenta para valorizar a cultura indígena.

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