Projeto abre mercado internacional a brasileiros

À luz de parcerias como a da TVPinGuim, é de se afirmar que o Canadá descobriu o Brasil. "OCanadá sempre esteve aberto às co-produções. Agora é o Brasilquem mostra ser bom parceiro", diz o produtor e distribuidorAndré Sturm. O setor cinematográfico também ganhou neste ano oPrograma Cinema do Brasil, que, não por acaso, tem Sturm àfrente. "Sempre tive a visão de distribuidor e vi outrosprodutores brasileiros penando para conseguir firmar contratosno exterior. Por isso, com o apoio da Apex, criamos o programa,que faz a ponte entre estrangeiros e brasileiros", afirma Sturm,presidente do Sicesp (Sindicato da Indústria Cinematográfica deSP). A primeira ação do programa ocorreu em maio no Festivalde Cannes. "É diferente o produtor brasileiro peregrinar deprodutora em produtora estrangeira com seu projeto e poder terum estande nacional e oficial em um evento. O espaço do Brasilem Cannes funcionou como base de negócios", diz Sturm, queprepara nova ação para este mês. "Vamos promover o ProjetoComprador na Mostra Internacional de Cinema São Paulo." Sturm e a classe cinematográfica têm consciência de queum mercado internacional se abre. Por isso, enviaram delegaçõesbrasileiras para os festivais de Toronto e de San Sebástian epreparam participação no de Roterdã, em janeiro. "Em SanSebástian, nos reunimos com produtores espanhóis e em Roterdãvamos fechar acordos", diz Sturm, que cita acordo firmado entrea cineasta Rita Buzzar com um produtor húngaro para a produçãode "Budapeste", adaptação do livro homônimo de Chico Buarque.

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