Projeta Brasil exibe safra recente do cinema nacional a R$ 2

2006 ainda não acabou, mas já corre o risco de entrar para a lista de um "ano ruim" para o cinema brasileiro. Afinal, comparando com anos anteriores, a média de público que assistiu a produções nacionais nos cinemas não atingiu níveis considerados satisfatórios. Mas nesta segunda-feira o público tem a chance de melhorar esta marca e ver não só um, mas vários filmes brasileiros em uma das 317 salas da rede Cinemark em todo o País. "Este não foi um ano bom para o cinema em geral. Não só a bilheteria dos filmes nacionais deixou a desejar, mas também a dos internacionais. Nem por isso, vamos desistir de realizar o projeto que já existe há sete anos", declara Valmir Fernandes, presidente da Cinemark no Brasil.Por isso, esta segunda é Dia do Cinema Brasileiro na maior rede de cinemas do Brasil, que vai exibir só filmes brasileiros lançados entre novembro de 2005 e outubro de 2006. Eclética, a seleção inclui desde os maiores sucessos de bilheteria do ano, como Se Eu Fosse Você, de Daniel Filho, que já fez mais de 3,6 milhões de espectadores, e Zuzu Angel (que está na marca de 728 mil ) até os de menor desempenho, como Brasília 18%, de Nelson Pereira dos Santos, que fez apenas 15 mil espectadores; e Boleiros 2, de Ugo Giorgetti, com 10 mil. "O que nos interessa é estreitar o diálogo com o público e não só exibir filmes que são sucesso garantido. Por isso, na nossa lista deste ano, com 19 longas, há até filmes que fizeram pouco mais de mil ingressos", comenta Fernandes. "É ótimo que cada vez mais o País produza filmes, mas ele têm de ser vistos. É bom para o público, os cineastas e para nós, claro."Toda a renda do Projeta Brasil, que neste ano deve bater a cifra dos R$ 300 mil arrecadados em 2005, é revertida para projetos de incentivo, como a preservação do acervo da Cinemateca do MAM do Rio, a remodelação da sala do Centro Cultural São Paulo, o Prêmio Imagem Cinemark que, em parceria com a USP, premia estudantes de cinema da universidade, além de conceder prêmios em vários festivais do Brasil. "O que quero ressaltar é que somos a única rede do País a fazer isso. Não parece muito, mas só o público de um dia, que deve ser de 150 mil, é maior que o que muitos longas nacionais fizeram", conclui Fernandes.

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