Produtores terão que devolver recursos tomados para 'Chatô'

Guilherme Fontes e sua sócia terão que pagar mais de R$36,5 milhões por filme inacabado

Giovanna Montemurro, do estadao.com.br,

08 Fevereiro 2022 | 19h32

A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou nessa sexta-feira, 22, que o ator Guilherme Fontes e sua sócia na produtora Guilherme Fontes Filme, Yolanda Machado Medina Coeli, devolvam aos cofres públicos os recursos captados para a realização do filme Chatô, O Rei do Brasil, no valor de mais de R$ 36,5 milhões.   Segundo informações da assessoria de imprensa da CGU, em 1995, a empresa de Fontes iniciou a captação de recursos públicos - por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rounet) e da Lei do Audiovisual - para a realização do filme baseado na obra de Fernando Morais, mas o filme até hoje não foi concluído, caracterizando uma quebra do objeto de contrato que justifica a determinação de devolução dos recursos.   O parecer da CGU deve ser enviado nos próximos dias ao Ministério da Cultura, onde será avaliado pelo ministro Gilberto Gil e, posteriormente, encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU).   Em 2002 a produtora tentou prorrogar o prazo para captação de recursos do filme até início do ano de 2005, num dos casos mais problemáticos da política de financiamento do cinema nacional, mas a Agência Nacional de Cinema (Ancine) negou a prorrogação do prazo, já que a empresa queria repassar a responsabilidade da execução do projeto para outra produtora.   O filme Chatô teve de ser interrompido, em 2000, por problemas na sua prestação de contas. O TCU liberou o filme, no último ano da gestão Francisco Weffort, para buscar novos recursos no mercado. Chatô captou R$ 8,6 milhões, até ser interrompido. O TCU o liberou para buscar mais R$ 3,3 milhões, e parte desse dinheiro foi conseguida com a Petrobrás no ano passado.   Fontes e Coeli já tinham sido condenados, em 2002, a pagar multa de 100 mil reais por omissão e deficiência na prestação de informações ao mercado de capitais durante captação de recursos para realização dos filmes Chatô - O Rei do Brasil, Bellini e a Esfinge e o documentário de tevê 500 anos de História do Brasil.

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