Kevin Winter/Divulgação
Kevin Winter/Divulgação

Produtor do Globo de Ouro defende separação entre drama e comédia

Para Barry Adelman, divisão é marca registrada da premiação

Flavia Guerra, O Estado de S. Paulo

10 Janeiro 2014 | 23h23

Não foram precisos cinco minutos de conversa com a imprensa latino-americana, que ocorreu por telefone na última sexta, para que o produtor executivo da cerimônia do Globo de Ouro, Barry Adelman, afirmasse que uma das grandes qualidades da premiação é justamente o fato de destacar tanto dramas quanto comédias e musicais.

"Este ano, temos um amostra incrível de filmes. Uma das grandes qualidades do Globo de Ouro e da Associação de Correspondentes Estrangeiros é que eles honram drama e comédia. E por isso quando olhamos para os filmes indicados podemos ver que foi um ano incrível. É o ano da diversidade, em que há filmes que tratam de assuntos maravilhosos, que retratar a natureza e a existência humana”, declarou o produtor. “E tudo isso está em nossas indicações. Sem contar que muitos dos longas foram grandes sucessos de bilheteria. Por isso tudo, é um grande ano”, concluiu Adelman, em clara alusão aos comentários que o Globo de Ouro recebeu na semana passada do Los Angeles Times, que critica a separação, vista como fato de que a comédia e o musical não estão à altura do drama. Já na declaração de Adelman fica claro que sua opinião não por acaso é oposta. E que abrir espaço para categorias de musical e comédia é sinal de prestígio dado a todas as áreas, inclusive à TV, que também tem seus premiados anunciados hoje.

Depois de tantos anos produzindo a cerimônia, Adelman afirma que ainda passa noites sem dormir pensando em como realizar uma apresentação equilibrada entre tantos grades nomes convidados. “É meu maior desafio. Temos 50 apresentadores, 200 convidados, cinco indicados em cada categoria. E apenas três horas para organizar tudo. É muito pouco tempo”, comentou ele, que vê na apresentação da dupla Tina Fey e Amy Poehler uma condição imprescindível. “Enquanto faziam a abertura do ano passado, a gente dizia que as queria para este ano.”

Adelman promete que, apesar do perfil da cerimônia mudar todo ano de acordo com os concorrentes, esta será uma das noites mais marcantes do Globo de Ouro. “Logo depois da abertura de Tina e Amy, duas das maiores estrelas de Hollywood vão subir ao palco para apresentar um dos mais importantes prêmios. Quem se atrasar para a festa, vai perder muita coisa”, conta ele, que também adianta que a homenagem a Woody Allen, mesmo sem o homenageado, será memorável. “Teremos Emma Stone e Diane Keaton, além de um vídeo lindo com momentos de sua carreira. Será um dos destaques.”

Investir em uma cerimônia impactante é também uma tentativa clara de jogar luz em um prêmio dado por jornalistas especializados em uma era em que “críticas vêm de toda parte”. “A crítica de cinema ainda é importante, pois está sempre atrás do que é novo, da qualidade. Em tempos em que críticas vêm de toda parte, nas mídias sociais, online, etc., coisa que até há alguns anos não ocorria, ter uma opinião de quem, como os votantes do Globo de Ouro, vive o cinema é certamente melhor e mais confiável”, concluiu o produtor.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.