Reprodução Facebook/David Guillod
Reprodução Facebook/David Guillod

Produtor de Hollywood é preso mais uma vez após nova acusação de agressão sexual

David Guillod, que já havia sido preso e libertado após pagar fiança, voltou à prisão

Redação, AFP

30 de outubro de 2020 | 10h43

David Guillod, um produtor de Hollywood que foi solto sob fiança após ter sido acusado por quatro mulheres de estupro, agressão sexual e sequestro, foi preso novamente sob uma nova acusação de agressão sexual, informou a polícia de Los Angeles. 

O produtor executivo de filmes de sucesso como Atômica e Resgate se encontrava sob custódia nesta quinta-feira, 29, depois de ter sido preso no dia anterior em sua casa, em Los Angeles. 

"Em 21 de outubro de 2020, uma vítima feminina cuja identidade é protegida por sigilo relatou ter sido abusada sexualmente por Guillod durante uma reunião noturna, informou um comunicado do Departamento de Polícia da cidade (LAPD). 

Guillod, de 53 anos, é o mais novo grande nome de Hollywood na mira do movimento #MeToo, que fez com que o magnata da indústria cinematográfica, Harvey Weinstein, recebesse uma sentença de 23 anos de prisão por estupro e agressão sexual em março. 

Em junho, os promotores de Santa Bárbara anunciaram que Guillod responde por 11 acusações criminais relacionados a incidentes ocorridos em 2012. Se condenado, ele pode pegar a pena máxima de prisão perpétua. 

Em junho, Guillod se declarou inocente das acusações. Nesta quinta-feira, seu advogado não respondeu imediatamente ao pedido da AFP para comentar o assunto. 

As acusações anteriores contra Guillod incluem o suposto sequestro e estupro de uma mulher em Santa Bárbara em 2014, em um passeio pela região vinícola da Califórnia, reportou o Los Angeles Times.

Guillod foi publicamente acusado de agressão sexual pela atriz de Ted, Jessica Barth, que relatou que o produtor a teria drogado durante um encontro em 2012. 

Em 2017, Barth veio a público com a acusação, após o surgimento do movimento #MeToo e depois que ela foi contatada por outra atriz que tinha uma história semelhante.

Ao menos 20 homens da indústria do entretenimento fazem parte de um grupo de trabalho do promotor de Los Angeles, criado após o surgimento do #MeToo, segundo relatórios. 

Weinstein, que foi condenado por estupro em Nova York e sentenciado a 23 anos de prisão, foi acusado de agredir sexualmente mais cinco mulheres em Los Angeles, em uma acusação à parte. 

Também foram apresentadas na quarta-feira sete acusações de agressão sexual, incluindo vários supostos estupros, contra o astro pornô Ron Jeremy, em casos ocorridos em 1996, envolvendo seis mulheres.

Jeremy enfrenta agora acusações referentes a um total de 23 vítimas, incluindo uma que tinha 15 anos no momento da suposta agressão, e ele pode ser condenado a 330 anos de prisão perpétua, segundo os promotores. 

O ator pornô nega as acusações e diz que os casos foram consensuais.

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