Felipe Rau/AE
Felipe Rau/AE

Procuram-se 'cricas'

Neste ano, você vai poder ser um dos jurados do Oscar das Salas de Cinema, nossa avaliação dos cinemas da cidade. Só precisa virar um Cri-Crítico

O Cri-Crítico , O Estado de S. Paulo

17 de janeiro de 2011 | 12h00

Faz seis anos que o Divirta-se avalia todas as salas de cinema da cidade e publica os resultados na edição especial Oscar das Salas de Cinema. Nossos jurados testam as poltronas, inspecionam os banheiros, experimentam a pipoca. Tudo para tornar mais fácil a sua vida na hora de escolher a qual cinema ir.

 

Muita gente participou dessas avaliações. Mas ninguém entende mais sobre ela do que eu - o único jurado presente em todas as edições. Às vezes, me sinto um pouco como um exército de um

homem só. Cansei disso. Neste ano, o Divirta-se permitiu que eu selecionasse um miniexército de ‘cri-cris’, que vão participar da edição, como avaliadores.

 

Isso quer dizer que você vai ganhar ingressos para ir ao cinema, é verdade. Mas vai ter de mostrar que é tão rigoroso (e ponderado) quanto eu. Pelos e-mails que recebo, noto que há muitos leitores com potencial para isso.

 

Para participar, você deve ir ao cinema e escrever um texto avaliando a sua experiência nessa sessão. A sala estava em boas condições? Você foi bem-tratado pela equipe? A exibição correu bem? Todo detalhe conta. Estude minhas dicas ao lado e vá inspecionar. O Cri-Crítico

 

 

Como participar

Envie para cri.critico@grupoestado. com.br um texto de até 1.000 toques avaliando uma sessão de cinema à maneira do Cri-Crítico. Até o dia 30/1.

 

 

Como ser um cri-cri

 

Siga os passos do Cri-Crítico em um cinema para entender como a cabeça dele funciona. Abaixo,  o que ele costuma observar nas salas que visita

 

NA BILHETERIA

Se demoro para compreender a programação e os horários, algo está errado. Provavelmente, são aqueles monitores confusos trocando de tela. Visualização ruim não tem perdão. Localização também. Ficar no meio de calçadas apertadas ou movimentadas praças de alimentação de shopping não é nada confortável. Guichês insuficientes e filas desorganizadas também desencorajam.

 

NO SAGUÃO

A área deve ser uma convidativa sala de estar, onde se possa circular, tomar um café ou ler um livro. De preferência, sem música alta martelando na cabeça. E o saguão não é depósito.  Sei que fazem cartazes enormes e  modernos, mas não precisa ferir a lei Cidade Limpa por causa disso.

 

NA BONBONNIÈRE

Não sou fã de pipoca no cinema, mas faz parte. Basta não incentivar as pessoas a entrar na sala com comida mal-cheirosa. Também ajuda se o cinema tem área apropriada se fazer um lanche.

 

NA POLTRONA

Para ver um filme confortavelmente, só preciso que a cadeira não maltrate a lombar, minhas pernas não fiquem espremidas e eu não tenha de duelar com o cotovelo do vizinho. Há assentos bastante sofisticados - mas que podem ser só desculpa para encarecer ingresso.

 

NA SALA

Muito compridas, pouco largas, com corredores centrais... Há salas com desenhos realmente bizarros. E com telas desproporcionais para o tamanho do espaço, parecendo mais uma TV de LED. Um problema que poucos conseguem resolver é o da acessibilidade universal. Inclinação stadium é ótimo. Até você tentar subir com a perna engessada e entender a dificuldade dos deficientes físicos e idosos.

 

 

Seis anos de avaliações

 

 

 

 

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