Armando Arorizo/EFE
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Presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas é acusado de conduta sexual imprópria

John Bailey, diretor de filmes e de fotografia de 75 anos, foi eleito presidente da Academia, organização que entrega o Oscar, em agosto de 2017

Jill Serjeant, Reuters

16 de março de 2018 | 19h26

O presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a organização que entrega o Oscar, foi acusado de conduta sexual inapropriada, relataram nesta sexta-feira, 16, veículos da mídia de Hollywood.

Citando fontes não identificadas, o The Hollywood Reporter e a Variety relataram que a Academia havia recebido três queixas de assédio sexual contra John Bailey na quarta-feira, 14, e iniciado uma investigação. Não foram dados mais detalhes.

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A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas disse em uma breve nota: “A Academia trata todas as queixas de forma confidencial para proteger todas as partes... não iremos comentar mais sobre esses assuntos até que a revisão completa seja concluída”.

Um representante de Bailey não respondeu a pedidos de comentários.

Bailey, diretor de filmes e diretor de fotografia de 75 anos, foi eleito presidente da Academia em agosto de 2017.

Os relatos desta sexta-feira, 16, acontecem duas semanas após a cerimônia anual do Oscar, na qual o escândalo de assédios e abusos sexuais que abalou Hollywood foi um tópico importante.

Dezenas de homens de alto escalão foram demitidos ou se demitiram de seus empregos na política, mídia, entretenimento e empresas após enfrentarem acusações de condutas sexuais impróprias, incluindo o magnata de Hollywood Harvey Weinstein.

Bailey disse durante almoço formal anual para indicados ao Oscar em fevereiro que a Academia, de 90 anos, está se reinventando com programas comprometidos com inclusão e diversidade “na era de hoje, de maior consciência e responsabilidade em equilibrar gêneros, raças, etnias e religiões”.

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A Academia emitiu em dezembro seu primeiro código de conduta para seus 8 mil membros e desenvolveu um formulário online para membros enviarem queixas de condutas impróprias com base em gênero, orientação sexual, raça, idade e religião.

De acordo com as diretrizes, reclamantes devem fornecer evidência do suposto abuso e uma pessoa acusada possui 10 dias para responder antes que uma análise seja feita pelo comitê de participação da academia.  

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