Chris Pizzello/Invision/AP
Chris Pizzello/Invision/AP

Prêmios fortalecem a candidatura de Iñárritu ao Oscar

'Birdman' está indicado em nove categorias; filme estreou nesta semana no Brasil

Luiz Carlos Merten, O Estado de S. Paulo

30 Janeiro 2015 | 03h00

Dois prêmios importantes – o do Sindicato dos Produtores – e o de interpretação coletiva na SAG Award fortalecem a candidatura de Alejandro González Iñárritu ao Oscar. Seria (será?) o segundo ano consecutivo de vitória dos mexicanos no maior prêmio da indústria norte-americana. 

No ano passado, Alfonso Cuarón venceu o prêmio de direção por Gravidade, lembram-se? Algo está se passando em Hollywood. Se as fronteiras seguem fechadas para os imigrantes estão abertas no cinemão. Iñárritu ama os chamados multiplots, mas em Birdman a trama é centrada no personagem de Michael Keaton, mesmo que, com frequência, e no desfecho, em especial, ele seja visto pelos olhos da filha (Emma Stone).

O filme investiga os universos do cinema (os blockbusters) e do teatro. A crítica bate forte em Keaton – no filme. Na vida, tem sido generosa, até demais. Mas, no próprio filme, a crítica termina por reconhecer a excepcionalidade do esforço do cara. Não é para tanto. 

Birdman, o filme, assume os superpoderes do herói em crise. A mise-em-scène de planos-sequência é virtuosística, mas termina por criar uma forma (fórmula?) que se repete. O melhor é o plano final no rosto de Emma Stone.

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