CINE CEARÁ
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Premiado em Berlim, filme protagonizado por trans abre o 27º Cine Ceará

O chileno ‘Uma Mulher Fantástica’ é um dos longas que disputam os troféus Mucuripe na mostra de Fortaleza

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2017 | 20h13

Com a exibição do premiado Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lelio, começa amanhã a 27.ª edição do Cine Ceará. O longa chileno discute questões de gênero e foi premiado com o Urso de Prata (roteiro) no Festival de Berlim, um dos três mais importantes do mundo. Chega, portanto, com credencial forte à mostra ibero-americana que se realiza em Fortaleza até o dia 11. 

Mas terá parada dura pela frente. A mostra competitiva, composta por sete longas-metragens, se anuncia como cardápio de concorrentes fortes. De Cuba, país cuja cinematografia tem andado meio em baixa, chegam dois títulos atraentes – Santa e Andrés, de Carlos Lechuga, e Últimos Dias em Havana, de Fernando Perez. Ambos se pautam por reflexão política, sexualidade, crítica social, mas, acima de tudo, são bons filmes. Fernando Perez, que hoje divide seu tempo entre Alemanha e Cuba, é o maior realizador da ilha depois da morte do mestre Tomás Gutiérrez Alea. 

O Brasil entra com dois longas – Malasartes e o Duelo com a Morte, de Paulo Morelli, e Pedro Sob a Cama, de Paulo Pons. Ambos inéditos, sendo que Malasartes estreia na quinta, 10. Jesuíta Barbosa e Isis Valverde encabeçam o elenco que dá vida às histórias do personagem enrolão. O filme se vende com a promessa de conter o maior número de efeitos especiais numa produção nacional. A ver. 

Completam a mostra Ninguém Está Olhando, de Julia Solomonoff, da Argentina, e O Homem Que Cuida, de Alejandro Andújar, da República Dominicana, em coprodução com o Brasil. A mostra competitiva de curtas-metragens é exclusivamente brasileira e terá 14 participantes. A mostra Olhar do Ceará, apenas para produções locais, inclui 23 curtas. 

O festival mantém sua tradição de eleger um país a ser homenageado e em 2017 esta honra está reservada ao Chile. Na mostra Foco Chile serão exibidos 16 longas, de mestres como Raul Ruiz e Alejandro Jodorowsky, que, no entanto, fizeram boa parte de suas carreiras no exterior. Ruiz (1941-2011) na França e Jodorowsky entre França e México, onde continua a trabalhar. Seu filme mais recente, Poesia Sem Fim, foi lançado há pouco no circuito brasileiro. No Foco Chile estão programados também De Quinta a Domingo, de Dominga Sotomayor, e o inventivo documentário Como me Dá na Telha 2, de Ignácio Agüero, que esteve há pouco no festival Olhar de Cinema, em Curitiba. 

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