Prejuízo com greve de roteiristas é de US$ 2 bilhões, diz estudo

Última grande greve que afetou a indústria do entretenimento, em 1988, gerou perdas de US$ 500 milhões

Efe,

08 Fevereiro 2012 | 02h33

A greve de roteiristas que parece chegar ao fim após 14 semanas provocou perdas estimadas em US$ 2 bilhões à economia de Los Angeles, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira. Veja também: Sindicato aprova acordo que encerra greve dos roteiristas A última grande greve que afetou a indústria do entretenimento, em 1988, gerou perdas de US$ 500 milhões, quatro vezes menos que a atual, apesar de ter durado seis semanas a mais. Segundo a Corporação de Desenvolvimento Econômico de Los Angeles, cerca de US$ 733 milhões foram perdidos em despesas de produção, junto a outros US$ 1,3 bilhão que seriam destinados a serviços de alimentação, floristas, motoristas, hotelaria, garçons, costureiros etc. A diferença no custo da greve se baseia no fato de que há 20 anos só existiam nos Estados Unidos três grandes canais de televisão, e não havia produções de emissoras por assinatura. Estima-se que 46 programas exibidos em horário nobre e produções para a TV por assinatura se encontravam em plena filmagem em Los Angeles quando começou a greve. Cada episódio, que emprega cerca de 200 trabalhadores, custa uma média de US$ 3 milhões. Além disso, 17 comédias tinham iniciado sua produção no começo de novembro, a um custo de US$ 1,5 milhão por episódio. Segundo a empresa local FilmL.A, a suspensão dessas séries custou à economia da cidade aproximadamente US$ 25,5 milhões semanais. Fim da greve e Oscar Por outro lado, o fim da greve dos roteiristas pode impulsionar a realização da cerimônia de entrega do Oscar, marcada para o dia 24 de fevereiro. Líderes do Sindicato de Roteiristas dos EUA (WGA) anunciaram no domingo seu apoio unânime ao acordo obtido um dia antes com a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP), pediram que seus membros respaldem o texto e ponham fim à greve que afeta Hollywood há mais de três meses. Espera-se que essa decisão seja tomada amanhã, através de uma votação que permita com que os mais de 10.500 escritores parados desde o dia 5 de novembro voltem ao trabalho possivelmente nesta quarta-feira. Essa resolução acabaria com a greve e daria sinal verde à celebração tradicional do Oscar, mas o texto do contrato ainda deve ser ratificado, o que pode ocorrer nos próximos dez dias.

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