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Política de Brasília fornece o fundo para a comédia 'Uma Loucura de Mulher'

Longa com Mariana Ximenes é do estreante Marcus Ligocki

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2016 | 22h58

Mariana Ximenes conversa com o repórter no set de Haja Coração. Ela chegou ontem – quinta, 2 – ao Projac para participar ao vivo do programa de Fátima Bernardes e emendou com as gravações da novela. Ia ficar até 9 da noite. A dura vida de uma estrela. Mariana, seu nome é trabalho. A comédia Uma Loucura de Mulher, de Marcus Ligocki, é seu terceiro filme a estrear neste ano, somente no primeiro semestre. Antes vieram Zoom e Prova de Coragem. No segundo semestre virão Quase Memória, O Grande Circo Místico e Um Homem Só, pelo qual foi melhor atriz em Gramado, no ano passado. E ainda tem a minissérie Supermax. Mas ela promete – a novela fica no ar até novembro. “Daí, tiro férias.”

Sua busca é sempre por coisas novas. “Faço para aprender. Quem acha que sabe tudo, já fez tudo tem uma autoestima que não me convence. Estou sempre atrás de repertório. Quero muito aumentar meu vocabulário de atriz, e mulher.” Assim como trabalha com grandes diretores estabelecidos, mestres como Cacá Diegues e Ruy Guerra, Mariana adora arriscar com novos talentos. Marcus Ligocki produziu Rock Brasília e O Último Cine Drive-In. Uma Loucura de Mulher é sua estreia como diretor. “O Marcus foi muito bacana. E teve referências muito fortes, como Se Meu Apartamento Falasse (a comédia clássica de Billy Wilder com Jack Lemmon e Shirley MacLaine, de 1960).”

Na coletiva, os jornalistas ironizaram sobre a +mulher de político que Mariana faz. O marido quer ser governador e está mais preocupado com o apoio de um senador do que com o casamento. Luiz Carlos Miele, em seu último papel, é o senador que dá em cima da mulher. “Havíamos feito Os Penetras. Miele era genial, a gente tinha altos papos.” A mulher é, para usar uma definição da moda na política, ‘bela, recatada e do lar’. Mas se cansa e vai atrás da própria vida. A crítica tem sido dura com o filme – comédia machista, personagens femininas estereotipadas, só mulheres loucas.

“Olha, hoje nas redes sociais todo mundo tem opinião, mas, como as pessoas não precisam mais dar as caras para dizer o que querem, esculhambam. Eu não cerceio a liberdade de opinião de ninguém, mas me reservo o direito de só levar a sério o que algumas pessoas dizem.” Sobre a personagem Tancinha em Haja Coração, releitura da novela Sassaricando, diz que está sendo uma delícia. “A personagem é divertida, mas também pode ser selvagem. Adoro esse tempero. E se a Tancinha era coadjuvante na novela original, agora ganhou ares de protagonista, ficou mais romântica. Estou entre dois gatos, Malvino Salvador e José Baldasserini. Está sendo um trabalho de grupo muito legal. O Daniel Ortiz (autor) e o Fred Maryrink (diretor) são ótimos.”

 

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