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Polícia encontra 50 envelopes com pó branco e seringas na casa de Seymour Hoffman

Autópsia no corpo do ator, encontrado morto no domingo, está marcada para esta segunda-feira, 3/2

O Estado de S. Paulo

03 de fevereiro de 2014 | 15h07

Cerca de 50 envelopes com o que se acredita ser heroína foram encontrados na casa do ator Philip Seymour Hoffman, informaram dois investigadores à CNN. Mais de vinte seringas usadas, drogas de uso controlado e sacos vazios que podem ter contido a droga também foram achados na casa do artista. Aos 46 anos, ele foi encontrado morto no domingo, 2/2, aparentemente vítima de uma overdose. Estava no chão do banheiro com uma seringa ainda em seu braço esquerdo. Uma autópsia será conduzida nesta segunda-feira, informaram as autoridades locais.

Entre os medicamentos, estavam remédios para a pressão sanguínea, para o tratamento de dependência, para hiperatividade, para ansiedade e um relaxante muscular. Está sendo investigado se o ator tinha receitas médicas para todas essas drogas.

Segundo o jornal New York Post, a polício iniciou nesta segunda-feira uma busca em toda a cidade para encontrar o traficante que vendeu a droga a Hoffman. Nos envelopes de heroína encontrados, havia a legenda "Ás de Espadas", uma mensagem usada pelos produtores para indicar a origem da droga. Según

Hoffman foi visto pela última vez na noite de sábado. À Fox News, testemunhas disseram ter presenciado uma conversa entre o ator e dois homens, possivelmente traficantes, depois de ele ter retirado uma grande quantidade de dinheiro num caixa eletrônico. Antes disso, pela manhã, ele comprou lenços de papel e refrigerante numa loja de conveniência e o gerente disse que o ator estava “cinza”. A polícia ainda tenta ter acesso à gravação de câmeras de segurança.

O ator deveria ter ido buscar seus filhos no domingo – ele estaria vivendo separado da mulher e das crianças, num apartamento alugado, próximo à casa da família –, mas não apareceu. Foi quando o roteirista David Katz e a assistente do ator decidiram ir ao apartamento e o encontraram sem vida.

Com apenas 46 anos, estava mais ocupado do que nunca. Ganhador do Oscar com múltiplas indicações, Hoffman podia assumir qualquer papel com uma segurança quase perturbadora, fosse como o líder religioso de O Mestre, ou o genial e dramático escritor de Capote.

"Ouvir sobre a morte de Philip Seymour Hoffman me causou tanta comoção como em qualquer pessoa que se possa imaginar", disse à AP Anton Corbijn, diretor de O Homem Mais Procurado, um dos dois filmes (o outro é God's Pocket) protagonizados por Hoffman que estrearam no mês passado no Festival de Cinema de Sundance. "Não só foi o ator mais talentoso com quem já trabalhei", acrescentou Corbijn, "como também se converteu em um amigo incrivelmente inspirador e compreensivo".

Seus amigos, colegas, familiares e incontáveis seguidores sofreram o impacto da perda logo que Hoffman foi encontrado morto em seu apartamento no Greenwich Village.  

"Não há mais palavras para isto. Ele era grandioso demais, e estamos totalmente destroçados", disse Mike Nichols, que dirigiu Hoffman em Jogos do Poder no cinema e em Morte de um Viajante no teatro.

A família do ator classificou a notícia como algo "trágico e repentino". "Estamos devastados pela perda de nosso adorado Phil, e apreciamos as expressões de afeto e apoio que recebemos de todos", afirmaram seus parentes em um comunicado.

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