Chris Pizzello/Invision/AP, File
Chris Pizzello/Invision/AP, File

Polêmica sobre abuso sexual já marca a estreia de 'The Birth of a Nation', favorito ao Oscar

O diretor e ator Nate Parker foi absolvido pela justiça em uma acusação de estupro em 2001

Reuters

30 de setembro de 2016 | 11h23

NOVA YORK - Nate Parker, diretor e astro de The Birth of a Nation, novo drama sobre escravidão, disse que não se desculparia por conta de uma acusação de estupro que tem desviado a atenção do filme, apontado como um favorito ao Oscar.

Parker, de 36 anos, afirmou a Anderson Cooper numa entrevista que será transmitida no domingo no 60 minutes da CBS News que ele foi absolvido no julgamento em 2001 do caso, e pediu que as pessoas olhem para além do episódio e foquem no filme.

A acusação de estupro e a revelação em agosto de que a mulher, que na época tinha 17 anos, havia se suicidado em 2012 dominam as conversas sobre o filme que será lançado em 7 de outubro.

O longa conta a história do pregador Nat Turner, interpretado por Parker, que em 1831 lidera uma rebelião de escravos na Virgínia. Ele inclui uma cena de estupro na qual a mulher de Turner é a vítima.

Sharon Loeffler, irmã da mulher que acusou Parker, escreveu na Variety nesta quinta-feira, 29, que ela poderia “somente imaginar a dor que a irmã estaria sentindo agora vendo Nate Parker promovendo o seu novo filme”.

Cooper perguntou a Parker se ele sentia que deveria se desculpar por algo.

Segundo trechos da entrevista com Parker disponibilizados nesta quinta, ele respondeu: “Eu fui falsamente acusado. Eu fui ao tribunal. Eu me sinto terrível por essa mulher não estar aqui. A família dela teve que lidar com isso, mas, sentado aqui, uma desculpa é não.”

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