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Polanski se recusa a ser extraditado para os EUA

Ministério da Justiça suíço disse que aceitação do pedido de extradição era uma das possibilidades legais

EFE,

28 de setembro de 2009 | 14h41

O cineasta franco-polonês Roman Polanski, detido desde sábado na Suíça, se opôs ao pedido de extradição apresentado pelos Estados Unidos, anunciou nesta segunda, 28, seu advogado, o francês Hervé Temime.

Em nota, Temime disse que solicitará a libertação do diretor, detido quando chegou a Zurique anteontem.

O Ministério da Justiça suíço disse hoje que a aceitação do pedido de extradição era uma das possibilidades legais que o cineasta tinha.

Outra possibilidade de Polanski no atual processo é sair em liberdade mediante o pagamento de fiança.

O diretor de cinema Roman Polanski foi detido graças a uma ordem emitida pelos Estados Unidos, onde o diretor é acusado de abusar de uma menina de 13 anos, em 1977.  O cineasta, de 76 anos, tem dupla nacionalidade - francesa e polonesa - e foi detido no sábado após chegar a Zurique, onde receberia um prêmio pelo seu trabalho.

 

O diretor foi inicialmente preso nos EUA em 1977 e acusado por dar drogas e álcool a uma menor, Samantha Geimer, e fazer sexo com ela. A garota, do Havaí, disse desde então que Polanski não deveria ir para a cadeia em nenhum momento. Ele não havia sido extraditado até então por viver em Paris, já que a justiça francesa não entrega seus cidadão aos tribunais de outros países.

 

O ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, conversou com sua homóloga suíça, Michelilne Calmy-Rey, para discutirem o caso. O ministro também disse à rádio francesa que está trabalhando em conjunto com a Polônia e que escreveu uma carta pessoal à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Os porta-voz do Ministério de Exteriores da Polônia, Piotr Paszkowski, confirmou a elaboração de uma petição por parte de ambos os governos para a libertação do diretor.

 

Já a ministra suíça da Economia, Doris Leuthard, disse que seu país não tinha outra escolha se não prender o diretor. "Os americanos acreditam que a prisão de Polanski é necessária. Isso é assunto para eles. A Suíça é simplesmente um Estado onde a polícia funciona e onde todos os cidadãos são tratados da mesma maneira", disse.

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