Polanski não concordará com a extradição, diz advogado

O cineasta Roman Polanski não concordará voluntariamente em ser extraditado aos Estados Unidos por ter tido relações sexuais com uma menina na década de 1970, afirmou o advogado do diretor em entrevista ao jornal francês Le Figaro publicada nesta sexta-feira.

REUTERS

20 de novembro de 2009 | 10h14

Polanski, 76, está preso na Suiça aguardando um pedido de extradição dos Estados Unidos. Ele deixou os Estados Unidos em 1978 enquanto aguardava a sentença por ter mantido relações sexuais com uma menina de 13 anos.

Seu advogado, Herve Temime, disse ao Le Figaro que Polanski já havia sido punido pelo delito original depois de passar por testes psiquiátricos durante uma detenção de 42 dias na Califórnia em 1978.

Ele afirmou que o fato do crime ter ocorrido há mais de 30 anos deve pesar em qualquer decisão de extradição.

"Mantemos que o Sr. Polanski não teve um julgamento justo em Los Angeles", afirmou. "Por todas essas razões, entre outras, sua posição continua inalterada: ele não aceitará ser extraditado aos Estados Unidos".

Polanski terá até 2 anos de prisão nos Estados Unidos caso seja extraditado, mas caso ele não concorde em ir voluntariamente, o processo por levar meses ou mesmo anos.

O cineasta premiado com o Oscar pelo filme "O Pianista", foi preso em setembro quando visitou a Suíça para receber um prêmio em um festival de cinema.

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