Associated Press
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Polanski está disposto a lutar pela liberdade, diz advogado

Diretor é acusado pelos EUA por crime sexual cometido há 30 anos; França e Polônia preparam petição

Reuters,

28 de setembro de 2009 | 11h10

O diretor de cinema Roman Polanski, preso na Suíça por uma acusação dos EUA de que manteve relações sexuais com uma menina de 13 anos em 1977, vai lutar contra sua extradição para território americano, conforme seu advogado anunciou nesta segunda-feira, 28. O cineasta, de 76 anos, tem dupla nacionalidade - francesa e polonesa - e foi detido no sábado após chegar a Zurique, onde receberia um prêmio pelo seu trabalho.

 

"Ele está disposto a lutar e determinado a se defender", disse Herve Temime, advogado de Polanski, à rádio France Info. "Iniciamos pedindo sua libertação, que deveria ser feita nesta segunda, a princípio. Não há razão nesta lei, ou respaldo nos fatos ou nos termos da mais básica justiça que justifique a permanência de Roman Polanski um único dia na prisão", argumentou.

 

O diretor foi inicialmente preso nos EUA em 1977 e acusado por dar drogas e álcool a uma menor, Samantha Geimer, e fazer sexo com ela. A garota, do Havaí, disse desde então que Polanski não deveria ir para a cadeia em nenhum momento. Ele não havia sido extraditado até então por viver em Paris, já que a justiça francesa não entrega seus cidadão aos tribunais de outros países.

 

O ministro do Exterior da França, Bernard Kouchner, conversou com sua homóloga suíça, Michelilne Calmy-Rey, para discutirem o caso. O ministro também disse à rádio francesa que está trabalhando em conjunto com a Polônia e que escreveu uma carta pessoal à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Os porta-voz do Ministério de Exteriores da Polônia, Piotr Paszkowski, confirmou a elaboração de uma petição por parte de ambos os governos para a libertação do diretor.

 

Já a ministra suíça da Economia, Doris Leuthard, disse que seu país não tinha outra escolha se não prender o diretor. "Os americanos acreditam que a prisão de Polanski é necessária. Isso é assunto para eles. A Suíça é simplesmente um Estado onde a polícia funciona e onde todos os cidadãos são tratados da mesma maneira", disse.

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