'Planeta Terror' recicla fórmula do terror com zumbis

Filme de Robert Rodriguez traz monstros, muito sangue, escatologia e humor negro

Rodrigo Zavala, da Reuters,

07 de novembro de 2008 | 15h10

Zumbis, litros de sangue, escatologia e muito humor negro. Esses são os elementos principais que compõem a trama de Planeta Terror, novo filme do cineasta texano Robert Rodriguez, mais conhecido pelas produções El Mariachi (1992) e Sin City - A Cidade do Pecado (2005).  Veja também:Trailer de 'Planeta Terror'  Com múltiplas referências a filmes de terror dos anos 1970, o diretor se apropria de clichês da época para fazer uma espécie de homenagem, em que o deboche é o eixo dominante. Rodriguez pretende, assim, divertir os espectadores com uma trama absurda, na qual os mais entusiasmados podem identificar recortes de filmes famosos como A Noite dos Mortos-Vivos (1968), clássico de George A. Romero. O filme começa com um incidente provocado por militares americanos, que espalham um gás tóxico em uma cidadezinha interiorana. Ao entrar em contato com humanos, o gás provoca feridas pustulentas e, claro, revive os mortos. Como se trata de uma infecção incontrolável, o planeta estará infestado de zumbis em pouco tempo. Nesse contexto, um grupo de sobreviventes tenta fugir da ameaça, incluindo um casal de médicos psicóticos (Josh Brolin e Marley Shelton), um xerife (Michael Biehn) e diversas figuras bizarras, como a dançarina de boate sem uma perna, que será substituída, mais tarde, por uma metralhadora (Rose McGowan). Como se não faltassem problemas, um grupo militar quer prendê-los para tentar entender porquê o grupo não foi contagiado. Destaque para o tenente linha dura, interpretado por Bruce Willis, e para o soldado estuprador, uma participação especial do diretor Quentin Tarantino. Tarantino, aliás, dirige o filme À Prova de Morte, que nos Estados Unidos foi exibido conjuntamente com Planeta Terror, sob o título de Grindhouse. No Brasil, decidiu-se pelos lançamentos em separado, já que os resultados da bilheteria norte-americana não foram animadores, o que se atribuiu em parte à duração de mais de 3 horas. A previsão de estréia do filme de Tarantino no Brasil é março. A distribuidora do filme, Europa, espera conseguir trazer o diretor ao Brasil para o lançamento.

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