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‘Planeta dos Macacos: O Confronto’ ganha versão em Blu-Ray e DVD

Batalha entre humanos e símios ganha versão de luxo para os fãs com cenas deletadas e entrevistas

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

21 Dezembro 2014 | 03h00

 Em um futuro não muito distante, a humanidade já não é mais relevante neste planeta. Continuamos aqui, como sempre: brigando uns com os outros por questões sem resposta, destruindo o que for possível destruir. Pequenas colônias estão espalhadas pelo globo, embora a comunicação entre elas não exista mais. Somos tribos, sem energia elétrica, lutando pela sobrevivência mais primária possível. E primata. Os símios, por sua vez, vivem o florescer de uma civilização, o engatinhar de uma sociedade pautada por ideais parecidos com os nossos, mas não corrompidos. Como o próprio nome diz, Planeta dos Macacos: O Confronto, que chegou neste mês às lojas em versões de DVD, Blu-Ray (também disponível em 3D) e digital, colocará a civilização humana em contato direto com os macacos. E o resultado será doloroso. 

O filme que estreou no Brasil em julho deste ano ganha uma versão dedicada aos fãs que querem se aprofundar nesse universo (não tão) distante, no qual pesquisas genéticas com animais, principalmente os símios, criam uma doença incurável e mortal para os humanos. Na trama, chamada de “gripe símia”, ela transforma a humanidade em frangalhos – alguém se lembra da teoria de que o vírus do HIV foi criado em laboratório, testado em macacos? 

A edição traz cenas excluídas, entrevistas com elenco e produtores, além de outras informações necessárias para entender como o diretor Matt Reeves, de Deixe-me Entrar (2010), e companhia chegaram ao resultado que arrecadou US$ 708 milhões (um número muitíssimo acima dos US$ 170 milhões gastos para a produção). 

Se O Confronto não é brilhante em termos de trama, o filme é capaz de construir uma atmosfera que entrega aos fãs da série uma perspectiva divergente dos outros longas da franquia. Se ainda acompanhamos a humanidade resistindo para não perecer, enfim, são os símios os verdadeiros protagonistas do longa. Os homens, liderados por um soldado, Dreyfus (um raivoso Gary Oldman), e um pesquisador (interpretado por Jason Clarke), surgem como figurantes, ou habitantes de um planeta que já não lhes pertence – e parece os estar expulsando. 

O valoroso trabalho de criar uma trama antecedente ao histórico filme de 1968 – mesmo ano da estreia dos também clássicos 2001: Uma Odisseia no Espaço e Era uma Vez no Oeste – teve início com Planeta dos Macacos: A Origem, em 2011. Ali, fomos apresentados a César, um chimpanzé criado em laboratório na busca pela cura do mal de Alzheimer, que viria a se tornar uma espécie de messias destinado a salvar a raça símia do controle humano. A Origem chega ao fim com um levante liderado por César, culminando com a fuga dos animais para a floresta. 

A figura do macaco líder, contudo, ainda era minoritária. Em O Confronto, o homem por trás da tecnologia, Andy Serkis, é o grande destaque. Completamente adaptado à atuação com captura de movimento desenvolvida pela Weta Digital, empresa de efeitos especiais fundada por Peter Jackson (trilogias O Hobbit e O Senhor dos Anéis), com a qual se destacou como Gollum, o serzinho desprezível dos filmes baseados nos livros do britânico J.R.R. Tolkien. César era um herói por circunstância, o mais inteligente de sua raça, mas ainda um personagem em desenvolvimento. 

É no segundo filme deste reboot que Serkis ganha domínio completo sobre o personagem. Líder, pai, visionário e político. “As pessoas acham que é só imitar um macaco”, explica o ator em entrevista inclusa no DVD. O confronto do título, obviamente, não é apenas a guerra entre espécies, mas, sim, internalizado dentro da cabeça de César. “O ponto principal é a imobilidade. Ter coragem de manter uma tomada próxima, internalizar e não sentir a obrigação de se mostrar um macaco.” 

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