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Pianista de Meryl Streep no filme ‘Florence’, Simon Helberg retorna à 'The Big Bang Theory'

Dirigida por Stephen Frears (Alta Fidelidade, 2000), a comédia lembra a história real de Florence Foster Jenkins (1868-1844)

David Villafranca, EFE

13 de agosto de 2016 | 18h00

Sua cara é muito conhecida: ele é um dos simpáticos geniozinhos de The Big Bang Theory. Agora, Simon Helberg, o Howard Wolowitz da série, dá vida ao pianista de Meryl Streep em Florence: Quem É Essa Mulher?, filme sobre uma desafinada cantora de ópera baseado em fatos reais – que está em cartaz. “Trabalhar com Meryl Streep é provavelmente o auge para qualquer ator. No filme, nos sentimos como se fôssemos cúmplices de um crime”, diz Helberg, nascido em Los Angeles em 1980. Em entrevista, ele fala de sua participação no filme sobre “a pior cantora de ópera da história”. 

Dirigida por Stephen Frears (Alta Fidelidade, 2000), a comédia lembra a história real de Florence Foster Jenkins (1868-1844). Apaixonada por música, ela era obcecada (para desgraça dos ouvidos alheios) em triunfar nos palcos de Nova York cantando como soprano – embora estivesse a anos-luz de qualquer ideia de afinação. 

O filme conta a alegre ilusão de Florence (Meryl Streep) ao acreditar que o público a adorava por sua excelente voz e não pelo ridículo de seu desempenho artístico – e as artimanhas do marido-empresário (Hugh Grant) e de seu pianista para não destruir essa ilusão. 

“O filme toma algumas liberdades, mas é uma representação justa e autêntica de uma pequena parte da vida dessas pessoas”, diz Helberg. Ele não conhecia a “história fascinante” de Florence e, de início, custou a acreditar que “uma cantora tão atroz” chegasse a ser tão famosa. 

Bastante leve, o filme combina a ideia de A Roupa Nova do Imperador, de Hans Christian Andersen, com o tom agradável das comédias de Woody Allen e traz uma “mensagem de amor à música”, segundo o ator. Helberg é um dos vértices do triângulo ao interpretar Cosme McMoon, um tímido e meigo pianista que o ator descreve como “inocente, puro, uma flor delicada”. 

As expressões de confusão e estupefação de Cosme (sem nunca parar de tocar o piano) proporcionam alguns dos momentos mais delirantes de um filme no qual brilha, como sempre, uma Meryl Streep que é boa atriz mesmo cantando pessimamente. 

“Meryl conseguiu se aproximar muito de Florence, mas mantendo-se fiel a si mesma, sem fazer nenhuma imitação”, diz Helberg, que não precisou de dublê nas cenas de piano. 

Além disso, segundo o ator, uma vez que cantar e interpretar ópera era algo “antinatural” para ele e para Meryl, surgiu uma “vulnerabilidade” que os uniu ainda mais nos ensaios e filmagens. 

“Quando uma cantora e seu acompanhante respiram juntos, quase que se tornam um só. Foi maravilhoso para mim”, afirma o ator. 

A carreira de Helberg inclui os filmes Boa Noite, e Boa Sorte (2005) e Um Homem Sério (2009). Ele diz que seu trabalho na série The Big Bang Theory é “um privilégio incrível”, já que, durante quase dez anos, lhe permitiu descobrir “todas as camadas” de seu personagem, Howard Wolowitz. Na série, que já teve mais de 200 capítulos, Helberg contracena com Johnny Galecki, Jim Parsons e Kaley Cuoco. Big Bang volta em setembro, em sua 10.ª temporada. 

Helberg diz que, nos novos capítulos, será interessante ver como ele se arranja com um filho. Também adianta que vão aparecer muitos familiares dos outros protagonistas. “Será divertido ver de onde vêm os personagens da série, que continua se reinventando”, afirma. 

Qual o segredo do sucesso ano após ano de Big Bang Theory? “Se soubesse, diria”, responde o ator, referindo-se, no entanto, a uma mescla de bons roteiros, importância da subcultura nerd e uma escolha muito acertada de elenco, que, “de algum modo mágico”, cria “dinâmicas interessantes” e “com ritmo” na tela. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

 

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