Petrobras anuncia novos curtas-metragens

Seis projetos do Rio de Janeiro e três de São Paulo, todos inéditos, foram anunciados hoje como os selecionados do programa Petrobras Cinema para curtas-metragens em mídia digital. Cada um receberá R$ 20 mil para sua realização que deverá ter duração não superior a cinco minutos. O total de inscritos chegou a 304 e a avaliação foi feita pela Comissão de Seleção formada por Ana Luiza Azevedo (cineasta), Marcelo Dantas (videomaker), Marcelo Marzagão (cineasta), Marcelo Tás (diretor de TV) e Maria do Rosário Caetano (pesquisadora). O grupo se pautou pela qualidade artística do projeto e sua viabilidade técnica e financeira.Uma das propostas escolhidas é o documentário Aurora que Kiko Goifman vai dirigir com Jurandir Müller. Trata-se do aprimoramento de um trabalho iniciado em uma videoinstalação, no Paço das Artes, como evento paralelo à Bienal dos 50 anos, encerrada no mês passado. Naquele momento, o trabalho apresentava a idéia de um projeto mais ambicioso, ou seja, um paralelo entre as velhas prostitutas que ainda resistem e estão em atividade no centro antigo de São Paulo, na região da Luz, e estátuas abandonadas que, depois de um período glorioso na cidade, hoje estão esquecidas em depósitos."Na videoinstalação, havia apenas algumas frases ditas pelas prostitutas; no documentário, vamos aprofundar as falas delas", explica Goifman, contando ainda as diversas referências provocadas pelo nome Aurora, que dá nome ao documentário: além de ser um nome de mulher, também identifica uma rua central em que predomina a prostituição. "Também é o título de um livro de Nietzsche e de um filme de Murnau."Além do trabalho de Kiko Goifman e Jurandir Müller, a comissão escolheu também os projetos Filhos da Cidade, documentário de Bruno Mitih Viana, e Uma Breve História do Homem, animação de Inácio Zatz, ambos de São Paulo. E do Rio foram selecionados Ação e Dispersão, de Cezar Migliorin, Alma Carioca, de William Figueiredo Côgo, Blog, de Bruno Vianna, Cidadelas, de Renato Ferreira Fagundes, Loop, de Carlos Alberto Mendes Gregório, e Mini Cine Tupy, de Sérgio Bloch.Para destacar a importância do curta-metragem na história do cinema brasileiro, o programa da Petrobras decide convidar um cineasta conhecido para realizar um filme sob o mesmo regulamento dos projetos selecionados - na seleção para produções em 35 mm, ocorrida em maio, o cineasta convidado foi Nelson Pereira dos Santos, que dirigiu o curta Compadre Zé Kéti, que deve ser exibido hoje à noite, na abertura do Festival Rio BR.Para realizar um curta para mídia digital (com duração máxima de cinco minutos e orçamento de R$ 20 mil), o diretor convidado é Arthur Omar que, em mais de 40 filmes e vídeos, debruçou-se sobre temas como a violência social, êxtase estético metáforas visuais e representação de elementos da cultura brasileira. Seu projeto é Hiper Eden, uma colagem em que "a imagem é como paraíso e inferno do olho", como ele define.

Agencia Estado,

27 de setembro de 2001 | 16h59

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