Chris Pizzello/Invision/AP
Chris Pizzello/Invision/AP

Peter Jackson revela que Weinstein vetou Ashley Judd e Mira Sorvino de filme

Diretor da série de filmes 'O Senhor dos Anéis' afirmou que o produtor de cinema não contratou as atrizes que o acusaram de assédio

EFE

15 Dezembro 2017 | 19h18

O diretor Peter Jackson revelou nesta sexta-feira em entrevista ao site neozelandês Stuff que, em 1998, o produtor Harvey Weinstein lhe pressionou para não contratar Ashley Judd e a Mira Sorvino para a série de filmes O Senhor dos Anéis

Judd e Sorvino, que são duas das dezenas de atrizes que acusaram o produtor de abusos sexuais, estavam na lista que Jackson apresentou aos irmãos Harvey e Bob Weinstein quando a empresa destes, a Miramax, iria produzir os filmes.

"Lembro que a Miramax nos disse que era um pesadelo trabalhar com elas e que devíamos evitá-las a todo custo", assegurou Jackson na primeira entrevista na qual fala do caso Weinstein. 

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"Naquele momento não tínhamos nenhuma razão para questionar os que estes caras estavam dizendo. Mas posteriormente me dei conta que provavelmente a campanha de desprestígio da Miramax estivesse em seu apogeu", acrescentou.

"Agora suspeito que nos deram informação falsa sobre estas duas talentosas mulheres e, como resultado direto, seus nomes foram eliminados da nossa lista de casting", lamentou o diretor em declarações que provocaram a reação das duas atrizes no Twitter.

Enquanto Judd comentou que lembra esses fatos "muito bem", Sorvino reconheceu que explodiu em lágrimas ao ler a entrevista de Jackson.

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 "Aí está, a confirmação de que Harvey Weinstein arruinou a minha carreira, algo que suspeitava, mas da qual não tinha certeza. Obrigado, Peter Jackson, por ser honesto. Tenho o coração partido", escreveu a vencedora de um Oscar por Poderosa Afrodite

Na entrevista, Jackson relata também que seu trabalho com os irmãos Weinstein foi muito complicado e que na época na qual controlaram O Senhor dos Anéis - que acabou sendo produzida pela New Line - comportavam-se como "pistoleiros da máfia de segunda classe".

"Não eram o tipo de pessoas com as quais queria trabalhar e por isso não trabalhei", declarou o também diretor da trilogia O Hobbit.

Weinstein inclusive ameaçou afastar Jackson da adaptação do romance de J.R.R. Tolkien se não aceitasse sua exigência de reduzir a um só longa-metragem o projeto inicial, que era de dois. 

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Finalmente, quando o projeto entrou na New Line, se decidiu que seriam três longas-metragens que adaptariam os livros de "O Senhor dos Aneis".  "Fazer filmes é muito mais divertido com boas pessoas", concluiu Jackson.

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