Fox Film
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'Pequena Miss Sunshine' é o destaque do Cineclube da Morte, do Belas Artes

Filme com Alan Arkin e Abigail Breslin faz despertar para o que é importante na vida; exibição será nesta terça, com debate

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2019 | 15h55

Pode ser que a morte não seja realmente o assunto principal do longa de Jonathan Dayton e Valerie Ferris, mas ela com certeza pede carona na velha kombi em que a pequena Miss Sunshine e sua disfuncional família caem na estrada. A garota um pouco gordinha, e desajeitada, sonha ser miss. A família entra na dela e atravessa os EUA para chegar ao lugar do concurso. Ocorre de tudo, e ao chegar lá ainda tem as demais concorrentes, com suas coreografias e famílias, qual é o adjetivo? Bizarras, extravagantes, loucas?

Já é praxe no Oscar. Todo ano, ou quase todo ano, o prêmio da Academia tem seu azarão - um filme pequeno, independente que toma assento entre os indicados. Quase nunca ganha, mas a visibilidade compensa. Em 2007, Pequena Miss Siunshinme foi esse filme. Foi indicado para quatro Oscars - o principal, melhor filme, melhor roteiro original (Michael Arndt), melhor ator coadjuvante (Alan Arkin) e melhor atriz coadjuvante (Abigail Breslin, a garota que faz a Miss Sunshine). Lervou dois (prêmios ) - roteiro e ator secundário, o veterano Arkin.

Nesta terça, 2, é o programa do Cineclube da Morte, no Petra Belças Artes, a partir das 19h30. O público catiovo do horário sabe a dinâmica - projeção e depois debate com a dra. Ana Cláudia Arantes, idealizadora do projetro, e o ativista da boa morte, Tom Almeida. Tem gente que foge do assunto - a morte - como vampiro que tem medo daquele filme de terror. Isso não a afugenta, até porque a morte faz parte do ciclo natural da vida, e não adianta ignorá-la. A ideia não é encarar a morte para ser mórbido, mas para desfrutar melhor a vida. A família reunida na kombi é tudo, menos funcional - pais (Greg Kinnear) em crise, tio gay (Steve Carell) e suicida, irmão (Paul Dano) que faz greve de silêncio, avô (Alan Arkin) viciado em heroína, a mãe (Toni Collette) lidando com todos.

Toda essa gente tão díspar - disparatada - une-se em torno do sonho da garota. Há uma morte no caminho, e toda essa gente 'derrotada' termina por descobrir uma forma de união e amadurecimento. Na época, os críticos tentavam explicar o sucesso dizendo que Pequena Miss Sunshine é um 'feel good movie', aquele tipo de filme que faz com que as pessoas se sintam bem. É isso, e algo mais. A estrada é a vida, e tudo o que acontece é para que as pessoas despertem para o que é importante. Será outra bela sessão do Cineclube da Morte, do cine Petra Belas Artes, ou será melhor dizer - da Vida?

 

Cineclube da Morte com a exibição do filme 'Pequena Miss Sunshine'

Petra Belas Artes (Rua da Consolação, 2.423, Tel: 2894-5781)

3ª (2), às 19h30

R$ 24  - www.cinebelasartes.com.br

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