People&Arts exibe nesta tarde o filme <i>Corra, Lola, Corra</i>

A ruivíssima Franka Potente de Corra, Lola, Corra (People&Arts, 16 horas), do alemão Tom Tykwer, até hoje faz inveja pelo seu fôlego nas platéias cinéfilas que não se cansam de assistir a essa ótima surpresa do novíssimo cinema alemão. Nesse filme de fôlego (com o perdão do trocadilho), o que subverte a ordem dos roteiros pré-fabricados tão típicos da "ordem de Hollywood" é a forma criativa de Tykwer brincar com uma das entidades sagradas das escolas de roteiro: a causalidade.O diretor não abre mão da lógica do efeito e da causa, mas a usa em seu favor. E impressiona nesse surpreendente exercício de linguagem. Em vez de soar maneirista ou pretensioso, Corra, Lola, Corra é divertidíssimo, e tenso ao mesmo tempo, ao retratar o desafio da protagonista que corre desesperadamente. Na história, Lola tem exatamente 20 minutos para arranjar um milhão de marcos e salvar a pele do namorado. Em péssima hora ele conseguiu trabalho como transportador de dinheiro de origem duvidosa. Como perdeu a carga, está ameaçado de perder também a vida. Esses minutos se repetem três vezes, em suposto tempo real, com três variações possíveis em caminhos que se cruzam e se bifurcam vertiginosamente.

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